ROMÁRIO NA BASE DO 'JÁ É'

Candidato ao Senado chama eleitor de 'peixe'

LUCIANA NUNES LEAL / RIO , O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2014 | 02h01

Pouco antes das 20 horas da terça-feira passada, o ex-jogador e deputado Romário (PSB-RJ), craque da Copa de 1994, chegou à quadra de areia na periferia de Campos, município do norte fluminense, para uma partida de futevôlei. "E aí, mano", cumprimentou cada atleta. A cena seria corriqueira se não fosse a presença de cabos eleitorais - belas moças distribuindo panfletos da campanha do Baixinho para o Senado - e do carro decorado com uma enorme foto do candidato.

Descalço, de short e camiseta sem manga, Romário começa o jogo. Erra muitas bolas, mas também faz belas jogadas. Vence duas partidas e perde uma.

O ex-jogador aposta em sua presença intensa nas ruas para manter a liderança nas pesquisas de intenção de votos para senador, com 29%, segundo levantamento do Datafolha divulgado na semana passada, seis pontos à frente do ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Percorre até cinco cidades em um dia. Já visitou 56 municípios e promete chegar aos 92 existentes no Estado. Não faz discurso. Entrega santinhos e posa para fotos o tempo inteiro. Com uma previsão de gasto de R$ 20 milhões na campanha, o candidato recebeu doação de R$ 250 mil do banco Santander.

O carro de som alterna o jingle com declarações gravadas do candidato, com o vocabulário típico desse carioca de 48 anos, nascido na favela do Jacarezinho (zona norte), hoje morador de um sofisticado apartamento na Barra da Tijuca (zona oeste) e dono de um patrimônio declarado à Justiça Eleitoral de R$ 1,3 milhão. "Aí, peixe, é o seguinte, tô na área. Sou candidato ao Senado, dependo de vocês, preciso de vocês. 400 neles. Já é", diz o ex-craque.

Romário enfrentou a ira de vários antipetistas, no fim de junho, quando o PSB se aliou ao PT no Rio de Janeiro e passou a apoiar o candidato a governador Lindbergh Farias, com quem foi apenas duas vezes para a rua.

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