Rollemberg, no DF, promete radicalizar na transparência

O candidato do PSB ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse estar confiante na vitória e prometeu, se eleito, começar o mandato "radicalizando na transparência". Rollemberg ainda criticou o "expediente sujo" da campanha adversária. "Eu quero lamentar que nossos adversários tenham usado ao longo da campanha de expediente sujo, de boatos, mentiras, calunia, manipulações. Isso não ajuda o processo democrático e desqualifica a política", afirmou.

LAÍS ALEGRETTI, Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2014 | 12h58

Rollemberg disse que tem "muito respeito pelas pessoas, independentemente da idade", depois de ser questionado sobre a afirmação do adversário, Jofran Frejat (PR), de que espera "empatar nos votos e vencer por idade", numa referência à legislação eleitoral, que prevê como critério de desempate a idade dos candidatos. Com 77 anos de idade e em segundo lugar nas pesquisas, Frejat é mais de 20 anos mais velho do que Rollemberg (PSB), que tem 55 anos. "Eu tenho o maior respeito pelo meu adversário, tenho muito respeito pelas pessoas, independentemente da idade. Tenho muito respeito pelos idosos, e nós estamos agora diante da vontade da população."

Em um debate que ocorreu há dez dias, Rollemberg atacou Frejat e disse: "É um absurdo que no final da sua vida você esteja mentindo". Em seguida, Frejat respondeu: "No fim da vida? Por quê? Você vai me matar?".

Depois de votar em uma escola da Asa Sul, em Brasília, Rollemberg afirmou ter confiança na vitória. "Estou confiante, mas com muita humildade, serenidade, e esperando o resultado da vontade da população", disse. A pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que Rollemberg seria eleito governador do DF com 55% dos votos válidos. Na pesquisa anterior, do dia 23 de outubro, o candidato tinha 57% das intenções de votos. O candidato Jofran Frejat (PR) subiu na pesquisa de 43% para 45% das intenções de votos.

"Vamos iniciar radicalizando na transparência, criando na primeira semana um conselho de transparência composto por entidades da sociedade civil, vamos abrir a senha do Orçamento para que cidadãos do Distrito Federal possam acompanhar a execução orçamentária. Hoje apenas os deputados distritais têm esse acesso", prometeu. "Vamos encaminhar à Câmara Legislativa um conjunto de propostas que vão melhorar a gestão, vão combater de forma rigorosa a burocracia e a corrupção. Vamos investir muito na qualidade da gestão", completou.

Rollemberg votou no fim da manhã em uma escola da Asa Sul, em Brasília. Em seguida, foi para Ceilândia, onde acompanhará o voto do seu candidato a vice-governador, Renato Santana. No período da tarde, o candidato do PSB acompanhará a apuração dos votos com a família, na Asa Sul. Carioca, o senador Rollemberg já foi deputado distrital, secretário de Turismo, Lazer e Juventude do Distrito Federal e deputado federal.

No primeiro turno das eleições, o eleitor do Distrito Federal rejeitou a reeleição do atual governador, Agnelo Queiroz (PT), que, com apenas 20,07% dos votos válidos, ficou fora da disputa do segundo turno. Permaneceram na corrida eleitoral para o Palácio do Buriti Rollemberg, com 45,23% dos votos válidos, e Frejat, com 27,97%.

Reviravolta

A liderança de Rollemberg na corrida eleitoral é resultado de uma reviravolta causada desde que o ex-governador José Roberto Arruda (PR) desistiu de concorrer ao governo, no dia 13 de setembro, sendo substituído por Jofran Frejat, que ocupava o posto de vice na chapa. Arruda foi preso pela Polícia Federal quando governou o DF, entre 2006 e 2010, e vinha enfrentando uma batalha judicial para conseguir permanecer na disputa deste ano por ter sido enquadrado como ficha suja. Arruda, que chegou a liderar as pesquisas, é suspeito de envolvimento com um esquema de compra de apoio político conhecido como "mensalão do DEM", partido ao qual era filiado quando chefiou o Distrito Federal.

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