Rollemberg chama de 'infeliz' declaração de Ciro Gomes

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), líder do partido no Senado, classificou como "presunçosas" e "infelizes" as declarações do ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Segundo Rollemberg, Ciro Gomes "é uma voz isolada no partido" e estava afastado do processo político e, com isso, conseguiu retornar à mídia por alguns momentos.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 19h37

"Ciro Gomes está querendo espaço para politizar, mas a influência disso no partido é nenhuma", disse o senador, criticando o fato de Ciro Gomes ter "reaparecido" para "desqualificar quatro lideranças políticas nacionais que, concordem ou não, têm representatividade e respeito na vida do Brasil". Em programa de rádio no domingo (24), em Fortaleza, Ciro Gomes criticou lideranças políticas, entre elas, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a quem classificou de "desprovido de visão e de projeto para o País".

De acordo com o senador, o partido está focado em contribuir com o enfrentamento dos problemas do País e em fortalecer a legenda. Para Rollemberg, é "um erro" antecipar o debate eleitoral para este ano. Ele reiterou ainda o discurso feito pelo governador Eduardo Campos, depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff, no Planalto, de que, o momento é de vencer os problemas deste ano, apoiar os projetos do governo federal e deixar para tratar de sucessão presidencial somente em 2014.

O líder dos socialistas descarta que o comportamento do ex-governador Ciro Gomes tenha o dedo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará na quinta-feira (28) no Ceará, andando no Estado, ao lado dos irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Estado. Para ele, as declarações de Ciro Gomes nada têm a ver com os próximos passos de Lula no Nordeste. Na opinião do senador, "o discurso de Ciro não contribui com o governo Dilma".

"O PSB apoia Dilma. O partido apoiou o governo do ex-presidente Lula e continua apoiando a presidente Dilma porque acredita neste projeto de conquistas sociais", declarou o senador. Questionado sobre os afagos que a presidente Dilma tem feito ao partido para tentar mantê-lo na base governista, o senador respondeu: "a presidente Dilma não precisa ter preocupação de afagar o PSB. Nosso compromisso é com propostas. Nosso compromisso é de não perder os avanços conquistados nos últimos dez anos".

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