Rolim queria uma aviação brasileira forte

O presidente da TAM, comandante Rolim Adolfo Amaro, que morreu hoje em desastre de helicóptero em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, faria 59 anos em setembro e, ultimamente, em seus pronunciamentos, buscava defender a idéia de uma aviação comercial brasileira forte, até com fusões entre empresas. ?Uma empresa nacional para ser forte e enfrentar a globalização deve transportar pelo menos 30 milhões de passageiros por ano. Isso não ocorre por aqui ainda. Só com fusões para tornar empresas mais fortes, poderemos chegar a ter um grande de competitividade elevado." Rolim chegou a tentar uma fusão da TAM com a Transbrasil, mas o projeto foi frustrado. Nascido em 15 de setembro de 1942, Rolim era natural de Pereira Barreto, no Estado de São Paulo, mas residia na capiotal paulista. Formou-se piloto comercial em 1963 e piloto de linha aérea em 1964. Em 1963 foi admitido na TAM - Táxi Aéreo Marília S/A como piloto comercial e, posteriormente, como piloto de linha aérea. Adquiriu o controle acionário da TAM - Táxi Aéreo Marília S/A em 1972. Em junho de 1997, recebeu pela terceira vez o prêmio da Revista Exame "Maiores e Melhores", na categoria de melhor empresa do ano. O prêmio Revista Aero Magazine foi entregue a Rolim Amaro como Personalidade do Ano e à TAM como Empresa Aérea do Ano de 2000.Rolim Amaro fundou a TAM, a partir da Táxi Aéreo Marília. Foi sócio da Vasp durante anos e só há três anos deixou de lado sua participação na empresa. Sempre foi considerado uma pessoa extrovertida e brincalhona. Além da aeronáutica, gostava de futebol e não escondia sua predileção pelo São Paulo Futebol Clube. Também chegou a patrocinar o XV de Piracicaba, um clube do interior paulista.AmpliaçãoUltimamente, diante da ampliação dos serviços da TAM, Rolim negociava a compra de mais aviões Air Bus e também a aquisição de aparelhos da Embraer para transporte de aviação regional. A TAM assinou um memorando de intenção, que prevê a aquisição de até 100 aviões, com o mínimo de 25 pedidos firmes e possibilita a conversão para outros modelos e versões da nova família de jatos ERJ 170/190. O valor total da transação varia de US$ 750 milhões a US$ 3 bilhões e as entregas devem começar em 2004.Em entrevista à Agência Estado, Rolim salientou que a TAM havia se transformado na maior empresa brasileira em 2000, já que havia transportado mais de 10 milhões de pessoas. Em sua última entrevista, ele havia defendido o aumento de 16% a 18% das tarifas aéreas ainda este mês. Segundo ele, as empresas estão sendo prejudicadas pela alta do dólar e pelo recente aumento de 20% do combustível de aviação. Rolim estima que a defasagem dos preços seja de mais de 20%. No entanto, ele afirmou que as companhias vão tentar aumentar os preços o menos possível, porque não querem a volta da inflação. "Eu prefiro que meus aviões voem no escuro do que pilotar em regime de inflação", declarou. Ele disse também há duas semanas que a TAM vai manter os descontos e promoções da alta temporada. Rolim se mostrou preocupado com o cenário econômico nacional diante da crise energética. De acordo com ele, os planos para a empresa no início do ano eram bastante otimistas, mas agora estão sendo revistos. "A meta da TAM era crescer 30%, mas já estamos revendo este número", disse, ressalvando que a companhia não registrou diminuição no movimento nos últimos meses.

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