Rodrigo Janot faz corpo a corpo por apoio de senadores

Indicado por Dilma Rousseff ainda precisa passar por sabatina na Casa

Erich Decat, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 13h52

Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o cargo de procurador-geral da República, o subprocurador Rodrigo Janot realiza nesta terça-feira, 20, um "corpo a corpo" junto aos senadores que deverão sabatiná-lo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Segundo o presidente da CCJ, senador Vital do Rego (PMDB-PB), o tema é uma das "prioridades" do colegiado e a sabatina deve ocorrer no início de setembro. Depois dessa etapa, os senadores deverão votar no plenário da Casa contra ou favor a indicação de Dilma.

O primeiro encontro de Janot ocorreu nesta terça com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na saída, limitou-se a dizer que a conversa "foi cordial". "É uma visita de cortesia para dizer que fui indicado e que estou à disposição para esclarecer qualquer dúvida que o Senado tiver", disse. Segundo ele, também está no roteiro ir ao gabinete de outros senadores.

Mensalão. O novo representante do Ministério Público, indicado pela presidente Dilma Rousseff, assume o cargo em momento crucial do julgamento do mensalão - a Ação Penal 470 -, que levou à condenação de importantes figuras do PT, como ex-ministro José Dirceu. Ele também irá atuar no chamado mensalão mineiro, que envolve diversas figuras de destaque do PSDB. Terá de atuar, ainda, em inúmeras ações abertas nos últimos dias pelo seu antecessor, Roberto Gurgel, envolvendo deputados e senadores.

Durante o processo de escolha, Rodrigo Janot também articulou-se bastante nos bastidores entre os políticos. Ele chegou a confidenciar a amigos que se reuniu com integrantes de vários partidos da base aliada, em que tem bom trânsito, para se cacifar ao cargo.

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