Alex Silva/Estadão
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Rodrigo Garcia vai promover ampla reforma do secretariado ao assumir governo

Titulares de pelo menos 12 das 27 pastas da gestão João Doria devem deixar os cargos no dia 2 de abril; trocas incluem algumas das secretarias mais importantes do governo, como Educação, Fazenda, Cultura e Habitação

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2022 | 15h38

Pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) vai promover uma profunda reforma do secretariado ao assumir o governo em 2 de abril, quando o titular João Doria (PSDB) deve deixar o cargo para disputar a Presidência da República.

Pelo menos 12 dos 27 secretários da administração estadual também devem deixar seus postos, sendo que a maioria deles pretende disputar vagas no Legislativo. Dia 2 de abril é o prazo limite da Justiça Eleitoral para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos.

Entre os que já avisaram ao vice-governador que deixarão os cargos estão o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que também é presidente do PSDB paulista. Um dos principais aliados de Doria, ele vai trabalhar nas campanhas presidencial e estadual dos tucanos.

O secretário da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), vai tentar uma vaga de senador em Goiás; Rossieli Soares (PSDB), da Educação, de deputado estadual, em São Paulo, e Sérgio Sá Leitão (Cultura), de deputado federal, também por São Paulo.

Em conversas reservadas, lideranças do PSDB esperam manter essas vagas com representantes do partido. No caso da Fazenda, a tendência é que Garcia escolha um economista renomado. Outro que deve deixar o Palácio dos Bandeirantes é o secretário de Projetos e Ações Estratégicas, deputado federal Rodrigo Maia (sem partido), que vai tentar se reeleger no Rio de Janeiro. 

Já o secretário da Casa Civil, Cauê Macris (PSDB), que é deputado estadual, desistiu da reeleição e seguirá na pasta na gestão Garcia. 

A avaliação no governo paulista é que a lista de secretários demissionários pode ser ainda maior. No caso de pastas controladas por partidos aliados, como Agricultura (MDB) e Esporte (Republicanos), os substitutos devem ser indicados pelas legendas. O União Brasil, que anunciou apoio a Garcia, deve ganhar espaço na administração. 

Garcia também precisa escolher um nome para substituí-lo na poderosa Secretaria de Governo.    

Saiba quem deve deixar o governo em abril: 

  • Marco Vinholi, do Desenvolvimento Regional, deve se afastar para atuar na coordenação das campanhas tucanas em SP
  • Henrique Meirelles (PSD), da Fazenda, que vai disputar uma vaga de senador em Goiás
  • Rossieli Soares (PSDB), da Educação, quer ser deputado estadual
  • Sérgio Sá Leitão (PSDB), da Cultura, deve tentar vaga na Câmara dos Deputados  
  • Vinícius Lummertz (sem partido), do Turismo, quer ser deputado federal ou estadual
  • Rodrigo Maia, de Projeto e Ações Estratégicas, vai buscar a reeleição como deputado federal  
  • Célia Leão (PSDB), do Direito da Pessoa com Deficiência, quer tentar voltar à Assembleia Legislativa
  • Aildo Rodrigues (Republicanos), do Esporte, será candidato a deputado federal ou estadual
  • Flávio Amary (PSDB), da Habitação, tenta vaga de deputado federal ou estadual 
  • Itamar Borges (MDB), da Agricultura, quer ser deputado estadual        
  • Rodrigo Garcia (PSDB), da Secretaria de governo, vai assumir o Estado e tentar a reeleição
  • Marcos Penido (PSDB), da Infraestrutura e Meio Ambiente, quer ser deputado federal 

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