Rodízio no comando da Câmara avança, diz Chinaglia

O líder do governo e candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Eldorado, que a proposta que apresentou ao presidente nacional do PMDB, Michel Temer, de promover um rodízio no comando da Casa está avançando. "Eu avalio que esse entendimento está bastante avançado, mas é claro que eu tenho que aguardar a reunião da bancada do PMDB", afirmou.Segundo ele, por sugestão de Temer, foi redigido um documento no qual foram expostos os motivos e as propostas de sua candidatura. A principal delas é a de que o PT ocupe a presidência nos dois primeiros anos desta legislatura e que o PMDB faça a segunda indicação. "Só o PT e o PMDB, as duas maiores bancadas, podem fazer esse acordo."Na última quarta-feira, Chinaglia havia criticado uma eventual elaboração de carta-compromisso entre o atual presidente da Câmara e candidato à reeleição, Aldo Rebelo e o PMDB sob o argumento de que só o PT teria condições de propor tal acordo, uma vez que os dois partidos formam as maiores bancadas na Casa. O acordo de Aldo teria os mesmos moldes que o do PT: apoio do PMDB à sua candidatura, em troca do apoio a um peemedebista para um mandato nos dois anos seguintes. Na entrevista, Chinaglia disse ainda que mantém conversas permanentes com integrantes do PMDB, do PP e do PL, entre outros partidos, e que está bastante otimista "quanto a esse arco de apóio que nós temos também na oposição".Nesta quinta-feira, Aldo recusou proposta de Chinaglia, que queria realizar votação prévia na base aliada para definir uma candidatura única à presidência da Casa. Vaga de ministroNa tentativa de evitar mais uma derrota para o governo e conseguir um consenso entre os dois candidatos, Lula deve oferecer um ministério em seu segundo mandato para aquele que desistir de disputar a presidência da Câmara. De acordo com o Estado, auxiliares de Lula negaram que se trate de prêmio de consolação. A eleição que definirá a sucessão na Casa está marcada para o dia 1º de fevereiro. A preocupação do presidente é evitar o que aconteceu em 2005, quando o PT lançou dois candidatos ao cargo - Luiz Eduardo Greenhalgh e Virgílio Guimarães - e ambos perderam para Severino Cavalcanti (PP-PE).Este texto foi alterado às 16h18 para acréscimo de informação

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