Roberto Rodrigues vota em Guariba (SP)

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, votou às 8h23 na 12ª seção da Escola Estadual José Pacifico. Chegou 8 minutos antes e foi conduzido à sala de votação, furando as filas de 12 eleitores que não se queixaram. Devido ao número quase apagado em seu título eleitoral e um problema numa tecla do equipamento eletrônico, o ministro teve de esperar quase três minutos para a liberação da votação. "Acho que não vou votar", brincou Rodrigues bem humorado enquanto esperava a resolução do problema. Depois de liberado, demorou apenas 12 segundos para digitar os números de seus candidatos."Cumpri o meu dever cívico", disse Rodrigues. "É assim que se constrói a democracia escolhendo os dirigentes para conduzir um País livre" comentou. Na saída do colégio, ele atendeu aos jornalistas e depois seguiu para sua fazenda de onde sairá para Brasília, passando antes por São Paulo. Sobre os votos, o ministro desconversou: "Não declaro voto nem aqui nem em lugar nenhum. Nada de polêmica, não preciso disso, não sou político e não sou ligado a nenhum partido", emendou Rodrigues. Ele lembrou que foi em Guariba que construiu a sua carreira de cooperativista, além de produtor de soja e de cana de açúcar. Na vizinha Jaboticabal ele entrou na carreira acadêmica, em l967, como professor de cooperativismo, nos cursos de agronomia, veterinária e zootecnia da Unesp.TransgênicosRodrigues demonstrou confiança que, durante essa semana o polêmico assunto dos transgênicos será resolvido pelo Senado e encaminhado à Câmara. "O governo garante aos produtores do Brasil que eles não ficarão na ilegalidade, pois haverá um marco referencial que lhes garanta a legalidade", comentou o ministro da Agricultura, descartando a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editar um decreto sobre o assunto.CarneSobre o embargo da Rússia em relação à carne brasileira, Rodrigues voltou a citar que espera que a visita do vice presidente José Alencar àquele país resolva o impasse, pois o prejuízo já é grande, que só não é maior devido à flexibilização (embarque dos produtos que já estavam no porto). "O prejuízo dependerá da duração do embargo" disse o ministro, sem citar números. "Não faz sentido um foco de aftosa no Amazonas inviabilizar a exportação de suínos de Santa Catarina".ÁlcoolRodrigues também falou sobre o aumento do preço de álcool. "Com o aumento do preço do petróleo a tendência é de aumento no álcool, inclusive devido ao crescimento do mercado dos carros flexíveis. Como a nossa produção de álcool é a mesma, estamos garantindo ao consumidor brasileiro o seu abastecimento interno", explicou ele.

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