Roberto Magalhães se desliga do PFL

O ex-prefeito do Recife, Roberto Magalhães, anunciou hoje seu desligamento do PFL. Candidato a deputado federal no próximo ano, ele vai para o PSDB, onde pretende criar um grupo político, o GRM (Grupo Roberto Magalhães), cujos fundadores são ele, o filho Carlos André Magalhães, que está ingressando na vida política e vai ser candidato a deputado estadual, e o deputado estadual e ex-prefeito Gilberto Marques Paulo, que também saiu do PFL, acompanhando o seu padrinho político. "Sinto necessidade de criar um grupo cujos laços não fiquem ao sabor das circunstâncias, com o qual eu conte estando no poder ou na planície", afirmou ele. Magalhães disse estar saindo do PFL por ter perdido suas bases eleitorais no interior para colegas pefelistas, e porque se encontrava numa situação de isolamento, com dificuldade para conseguir espaço. Mesmo assim, frisou estar saindo sem hostilidades e antecipou seu apoio às candidaturas do vice-presidente da República, Marco Maciel, ao Senado, e ao governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e ao vice José Mendonça Filho (PFL), à reeleição. "Estou indo para um partido aliado", observou.Segundo ele, no PSDB ele vai ter o espaço por que reclama, pois conta com a receptividade de muitos tucanos. Magalhães já pertenceu ao PSDB, por pouco tempo, quando foi convidado a integrar a chapa de Mário Covas à presidência da República, em 1989. A chapa não vingou e ele retornou ao PFL, mas criou "uma ligação consistente com vários tucanos".Ferrenho crítico da política econômica do governo, Magalhães disse não haver contradição na escolha pela legenda. "Sempre combati a política econômica e o PSDB não é de Fernando Henrique, este é quem pertence ao partido, e o seu governo está acabando", justificou, ressaltando que ele está ingressando na sigla quando o presidente goza de grande impopularidade e está no final do mandato, ou seja, "não busca benesses". "É a hora do bom caráter chegar", disse.Indagado se subirá no palanque do ministro da Fazenda, Pedro Malan, se ele for candidato à presidência da República, Magalhães preferiu não levar em conta a possibilidade. "Esta hipótese não existe", afirmou. A data de filiação ao novo partido ainda não está definida, mas contará com a presença do presidente nacional do partido, José Aníbal.

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