Roberto Freire questiona instalação da CPI do Banestado

O presidente do PPS e líder de seu partido na Câmara, Roberto Freire (PE), reagiu com cautela à decisão do Senado de também instalar uma CPI do Banestado, depois de ter anteriormente impedido a sua criação e depois de a Câmara anunciar o início, amanhã, de CPI semelhante. "Precisamos saber se é para ajudar efetivamente a apurar ou se é para, o que se fala de forma sorrateira, manipular a sua tramitação", afirmou. Segundo Freire, se a intenção for evitar as investigações, isso vai denegrir ainda mais o Parlamento. Ele indiciou o deputado Dimas Ramalho (SP) e a si próprio para integrar a CPI da Câmara representando o PPS. "Eu não vou participar de uma farsa", afirmou Freire. "Vou para investigar". Ele fez essas declarações ao chegar para uma reunião na Presidência da Câmara. Inicialmente, o presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP), estava reunido com líderes do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e no Congresso, senador Amir Lando (PMDB-RO), para decidir a possibilidade de criação de uma CPI mista (reunindo Câmara e Senado) para apurar a evasão de divisas por contas CC-5, em vez de cada casa ter a sua para investigar o mesmo assunto. Agora, também foram convocados os líderes de todos os partidos na Câmara para discutir o assunto.

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