Roberto Freire: PPS "não quer companhia de corruptos"

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, disse que seu partido não quer a companhia de quem adotou a prática da corrupção, em resposta à restrição do PT de ter a sigla como aliada nas eleições. Ricardo Berzoini, presidente do PT, declarou no encerramento do encontro do partido em São Paulo que recomendará aos diretórios que evitem alianças com o PPS, que defende abertamente o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT aprovou alianças amplas para reeleger Lula, incluindo os partidos do escândalo do mensalão PP, PL e PTB, e vetando o PSDB e o PFL, de oposição."Ao fazer restrições ao PPS e liberar alianças com os partidos da direita, que comprovadamente participaram do esquema do mensalão, o PT nos coloca numa posição de frontal oposição às práticas criminosas perpetradas dentro do atual governo", disse Freire. Ele lembrou que o PPS rompeu com o governo em 2004 sob a alegação de que Lula mantinha relação promíscua com o Congresso através da compra de deputados e de partidos, escândalo que resultou em denúncia recentemente encaminhada ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. "O PPS não tem apenas fortes restrições ao PT e ao governo Lula. Mais que isso, nós não aceitamos a companhia de quem fez da corrupção prática corriqueira no dia-a-dia da política nacional", afirma Freire. "O Brasil do PPS é outro. Nosso caminho passa longe da política neoliberal, da submissão aos interesses financeiros e da transformação do país numa república dos banqueiros. Continuaremos no rumo que acreditamos ser o do Brasil do futuro, um país muito diferente deste que nos deu o PT", conclui o pré-candidato à presidência da República.

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