Roberto Freire acusa Cunha de fazer 'chicana' ao suspender sessão do Conselho de Ética

Opositores do peemedebista reagiram à manobra para suspender sessão do colegiado que iria analisar parecer pelo processo de cassação contra ele

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2015 | 12h03

Brasília - Opositores ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiram ao que chamam de "manobra" do peemedebista para suspender e adiar sessão do Conselho de Ética que analisava parecer preliminar pela admissibilidade do processo contra o peemedebista, na manhã desta quinta-feira. 

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), acusou o presidente da Câmara de fazer "chicana", ao estender a sessão desta quinta até 18 horas. A extensão é algo incomum para quintas-feiras, quando as sessões plenárias são encerradas no início da tarde, para que parlamentares retornem para seus Estados.

"Essa Casa vai julgar a imoralidade. Não tem chicana que resolva. Pode adiar, mas o momento chega", disse Freire em plenário.  A palavra "chicana" significa uma dificuldade criada, no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante. 

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), por sua vez, lembrou que o Regimento Interno da Câmara não impede que o Conselho de Ética se reúna durante a Ordem do Dia. De acordo com ele, o colegiado só não pode deliberar durante as votações em plenário. Ao lado do PSOL, a Rede é autora da representação por quebra de decoro contra Cunha. 

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