Roberto Amaral protocola pedido de cassação de Gabeira

Irritado com as acusações de que o PSB teria usado o Ministério da Ciência e Tecnologia para obter "ganhos eleitorais e financeiros", o presidente em exercício do partido, Roberto Amaral, protocolou nesta terça-feira, 08, no Conselho de Ética da Câmara, pedido de cassação do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas. Amaral argumentou que Gabeira feriu o código de ética cometendo abusos e ofensas ao PSB."Não é mais aceitável que a agressão à honra alheia e ao partido seja instrumento para arrancar votos", afirmou. Ele disse que Gabeira apresentou ilações pedindo para que a imprensa investigasse."As acusações podem e devem ser feitas quando há fundamento. Apenas para ter mais espaço na TV, espaço no jornal para ter projeção e ter votos, é inadmissível", afirmou.O presidente em exercício do PSB disse que, além do pedido de cassação por falta de decoro parlamentar, advogados contratados pelo partido vão entrar no Supremo Tribunal Federal contra o deputado e na justiça civil, com pedido de indenização pelo desgaste provocado pela declaração do deputado. "Ele usou o parlamento, essa casa, como instrumento para obter votos", completou."Nova administração"Ex-ministro da Ciência e Tecnologia de janeiro de 2003 a janeiro de 2004, Roberto Amaral negou as acusações de Gabeira de que o PSB teria usado o Ministério para obter ganhos "eleitorais e financeiros" utilizando-se de verbas para o programa de inclusão digital do governo federal. Amaral disse não entender porque Gabeira fez essas afirmações. O ex-ministro disse que o PSB deu uma nova administração à ciência e tecnologia, que antes não era prioridade.Segundo ele, havia um pedido para que os deputados do partido dessem preferência a dotações para o Ministério porque poderia ser uma vitrine para a legenda. "Ninguém falava de ciência e tecnologia. Estamos fazendo uma revolução, lutando no Congresso para aumento de verbas. E esse rapaz vem fazer esta campanha. É um desserviço à Ciência e Tecnologia, um desserviço ao país", acusou.Assim que protocolou o pedido de cassação no Conselho, Roberto Amaral foi à sala da CPI dos Sanguessugas entregar uma carta ao presidente da comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ). Na carta, ele disse estar à disposição da CPI para qualquer esclarecimento e diz que o programa de inclusão digital só foi implantado em março de 2004, quando ele já não era mais ministro. Anexou também convênios que foram firmados em sua gestão no Ministério.

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