Roberto Amaral diz que PSB não fará oposição ao PT

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que defende que sua sigla faça esforços para fortalecer o governo Dilma e afirmou ainda que a legenda não será oposição ao governo do PT. Amaral representando o governador de Pernambuco e presidente nacional PSB, Eduardo Campos, no evento que celebra os 10 anos do Partido dos Trabalhadores na presidência da República, nesta quarta em um hotel em São Paulo.

DAIENE CARDOSO, GUSTAVO PORTO E BEATRIZ BULLA, Agência Estado

20 de fevereiro de 2013 | 17h49

"Não seremos ''viagra'' da oposição. O campo do PSB é à esquerda" disse Amaral. Ainda sobre oposição, Amaral reforçou que PSB não terá nenhum representante se opondo ao governo. "Não temos ninguém no PSB para fazer o papel de FHC."

Para o pessebista, seu partido se sente à vontade no evento, porque também faz parte deste governo. "É um evento que nos pertence também", afirmou. Em sua opinião, é cedo para falar em eleição presidencial de 2014. "É injusto falar em sucessão agora. Estamos na metade do mandato do governo Dilma", desconversou.

Perguntado sobre a possível candidatura de Eduardo Campos à sucessão presidencial, Amaral disse que o assunto não está sendo discutido e que o que existe são "especulações". No entanto, o dirigente do PSB deixou em aberto a hipótese de a sigla participar da chapa para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. "O PSB vai estar na campanha. Temos um ano e meio para decidir", disse.

O cacique do PSB criticou ainda o novo partido a ser criado pela ex-senadora Marina Silva. "É um partido sem caráter, ou seja, sem definição programática", comentou. Na avaliação de Amaral as informações que chegaram por meio da imprensa sobre a nova legenda sinalizam que é "um negócio fundamentalista, religioso e preconceituoso".

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