Rivais na disputa por SP em 2018, Doria e França trocam críticas em rede social

Discussão partiu de provocação do ex-governador, que compartilhou reportagem do Estado sobre queda de investimentos da atual gestão

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 20h47

Rivais na disputa pelo governo de São Paulo nas eleições de 2018, o atual governador João Doria (PSDB) e o ex-governador Márcio França (PSB) trocaram críticas públicas nesta quinta-feira, 30, por meio do Twitter.

Não adianta acelerar, se não engatar...senão, só faz barulho", provocou o socialista ao compartilhar a reportagem do Estado que mostra que São Paulo registrou, no ano de 2019 – primeiro da gestão Doria –, o investimento público mais baixo dos últimos dez anos. Foram investidos, no ano passado, R$ 9,5 bilhões, segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento

O segundo pior resultado é justamente o de 2018, último ano da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e França, quando foram gastos R$ 9,8 bilhões em valores nominais (R$ 10,3 bilhões, corrigidos pela inflação).

Doria assumiu o governo depois de derrotar França no pleito de 2018. O socialista permaneceu no cargo por apenas oito meses, tendo completado o mandato de Alckmin, de quem foi vice-governador.

Na discussão no Twitter, o atual governador acusou seu antecessor de ter deixado um rombo nas contas do Estado, o que teria inviabilizado mais investimento. 

"Encontramos mais de 170 obras paradas. Lembro ainda que o orçamento de 2019 foi elaborado em 2018 pela sua gestão", rebateu Doria.

França retrucou, afirmando que deixou o governo R$ 7 bilhões para investimentos e que as contas de sua gestão foram aprovadas. O socialista ainda acusou Doria de abandonar a Prefeitura de São Paulo e trair Alckmin e o presidente Jair Bolsonaro.

As contas de 2018 – gestão Alckmin-França – foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Há expectativa de que França disopute as prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Caso a candidatura se confirme, ele será oponente do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), candidato de Doria.

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