Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

‘Risco zero’ de Bolsonaro não ir à reunião da ONU, diz ministro

Presidente deve cumprir uma agenda restrita nos EUA, com menos compromissos do que inicialmente previsto, segundo Ramos

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 11h18

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, afirmou nesta quarta-feira, 18, que não há risco de o presidente Jair Bolsonaro cancelar sua viagem a Nova York, onde deve discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU, no próximo dia 24. “Risco zero (de ele não ir)”, disse o ministro ao Estadão/Broadcast.

Na terça-feira, 17, porém, a informação de assessores do presidente era de que havia “risco pequeno” de a viagem ser cancelada. Bolsonaro teria manifestado uma pequena piora no quadro clínico, segundo o mesmo assessor.

O presidente, afirmou Ramos, deve cumprir uma agenda restrita, com menos compromissos do que inicialmente previsto. Antes de discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU, Bolsonaro tem encontros previstos com o secretário-geral da instituição, António Guterres. Não há previsão de outros encontros bilaterais do presidente, mas a agenda pode ser alterada.

Uma avaliação médica marcada para sexta-feira, 20, será decisiva para saber se a viagem será mantida, segundo afirmou na terça o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros. “Tudo indica, a recuperação do presidente é muito positiva, que ele (médico) dará a confirmação e nós embarcaremos”, disse o porta-voz.

Na manhã desta quarta-feira, Bolsonaro está reunido com "pessoas de sua confiança" para preparar o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. A informação é de um dos filhos do presidente, o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

"Tudo bem com meu pai! Esta manhã está no Palácio da Alvorada reunido com pessoas de sua confiança desenvolvendo feitura do discurso que o Brasil fará na ONU! 1000%!", escreveu Carlos no Twitter.

A poucos dias da viagem para o encontro da ONU, em Nova York, o presidente recebeu hoje o chanceler Ernesto Araújo, e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no Palácio da Alvorada. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, considerado um dos principais conselheiros do presidente, também esteve no local. Bolsonaro tem sido acompanhado por médicos.  

A reavaliação médica de Bolsonaro deve começar na manhã de sexta, no Hospital DF Star, em Brasília, por uma equipe comandada pelo médico Antonio Luiz Macedo – que operou o presidente na semana passada. Bolsonaro recebeu alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na segunda-feira, 16. Ele foi submetido no dia 8 a um procedimento para correção de uma hérnia incisional, na quarta cirurgia desde a facada durante a campanha eleitoral há um ano.

Comitiva. A comitiva de Bolsonaro partirá de Brasília para Nova York às 20h da segunda-feira, 23. O retorno ao Brasil será no dia 25, com escala em Dallas, no Texas, onde Bolsonaro tem agendado encontro com empresários do setor de tecnologia. O Planalto não confirma quais ministros devem acompanhar o presidente.

Uma delegação mais ampla do Brasil, mas sem o presidente, deve participar de 17 a 27 de setembro das atividades na ONU.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.