Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Risco de polarização entre quem nega política e populistas', alerta Milton Seligman

Professor do Insper diz que reforma política pode reduzir a polarização e defendeu voto distrital para reduzir custo da 'luta pelo poder'

Daniel Weterman e Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 13h22

SÃO PAULO - O País precisa discutir mudanças eleitorais para diminuir o risco de uma polarização entre candidatos que negam a política e populistas de direita e esquerda em 2018, disse nesta quinta-feira, 27, o professor Milton Seligman, do Insper, durante o 'Debate Estadão: A Reforma Política que Queremos', organizado pelo Estado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na capital paulista. "Que tenhamos a sorte, como na França, alguém de centro cair no meio da disputa", afirmou, em referência ao candidato Emmanuel Macron, que disputa a presidência na França.  

O professor defendeu o voto distrital como uma medida urgente para reduzir o custo da "luta pelo poder" que, afirmou, ao longo do tempo tirou os governantes da ação efetiva de governar o País. O Congresso atual, no entanto, dificilmente vai aprovar a proposta para as eleições de 2018, acredita. A proposta dele é que o modelo seja testado em um ou mais pequenos Estados brasileiros. "A tarefa é reduzir esse custo da luta pelo poder dramaticamente o mais rápido possível. O voto distrital é uma decisão imediatada dessa questão", disse Seligman.

O fim das coligações e o estabelecimento de uma cláusula de desempenho que diminua o número de partidos representados no Congresso são outras medidas importantes, defendeu. Para ele, é necessário que os itens sejam colocados visíveis no Congresso para que "outros cavalos não fiquem na frente da corrida" e sejam aprovados antes das mudanças em tempo hábil para as próximas eleições. 

Mais importante do que discutir a forma de financiamento das campanas, acrescentou, é reduzir os custos das campanhas. Reduzir ainda mais o tempo das campanhas e acabar com as "super produções" dos programas publicitários eleitorais seriama avanços, disse. 

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