Sebastião Moreira/EFE
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Rio terá prévia dos protestos pró-impeachment nesta quarta

Quatro grupos planejam marcha contra Dilma Rousseff pelas ruas do centro da cidade nesta tarde

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 10h14

São Paulo - O Rio de Janeiro deve ter nesta quarta-feira, 11, uma prévia dos protestos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff marcados para o próximo domingo, 15, em ao menos 25 cidades brasileiras. Organizada por quatro grupos (Revoltados On Line, Movimento Brasil Livre (RJ), Carioca Direitos e O Pesadelo dos Políticos), a manifestação está marcada para ter início por volta das 15 horas. Acompanhados de carro de som, manifestantes planejam marchar por um trajeto de pouco mais de um quilômetro pela avenida Rio Branco, da Praça da Candelária à avenida República do Chile, no centro.

A expectativa dos organizadores é que a marcha comece com cerca de 600 pessoas e ganhe corpo no caminho. "Vamos pegar toda aquela gente que estará saindo do trabalho àquela hora. Acreditamos que a manifestação deva receber apoio de quatro a cinco mil pessoas ao todo", afirma o empresário Rodrigo Brasil, organizador do Revoltados on Line no Estado. Dos 24 mil convidados na página do grupo na internet 5,2 mil confirmaram presença.

O protesto foi antecipado porque os organizadores não conseguiram registrar para o dia 13 a manifestação junto à Polícia Militar.


São Paulo. Na sexta-feira, na capital paulista, o Revoltados On Line vai fazer um protesto em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Paulista, a partir das 15h. Será um contraponto à manifestação que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) planejam realizar em defesa da Petrobrás e contra o impeachment. Os sindicalistas devem se concentrar uma hora mais cedo, às 14h, também em frente à sede da estatal, na Paulista. Para evitar confronto, ficou acordado com a Polícia Militar que os apoiadores de Dilma marcharão em direção à avenida Consolação a partir das 15h para que o grupo de opositores ocupem o local.

No domingo, dia 15, a manifestação anti-Dilma será reforçada por outros grupos que vêm liderando protestos desde o ano passado, como o Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre. Em São Paulo a expectativa é que os grupos levem pelo menos seis carros de som que ficarão espalhados entre as avenidas Brigadeiro Faria Lima e a rua da Consolação.

Para cumprir a meta de "fazer sumir o chão da Paulista", os grupos intensificaram nos últimos dias a campanha de mobilização. Além da convocação via redes sociais, o Movimento Brasil Livre vem colando cartazes em diversos pontos da cidade chamando para o protesto. "Entendemos que a divulgação da internet já foi feita. Agora vamos atrás de quem está nas ruas, nos pontos de ônibus", disse Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre.

O grupo já colou cartazes por ruas de Pinheiros, na região da avenida Brigadeiro Faria Lima e em bairros da Zona Sul. Na noite desta terça-feira, 10, os manifestantes espalharam material pelas ruas do centro, inclusive onde fica a sede do diretório estadual do PT.

Segundo Santos, o custo dessas ações é coberto por doações e pela venda de adesivos "fora Dilma". "Uma manifestação custa em torno de R$ 9 mil. Já conseguimos R$ 5 mil", relata.

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