Rio tem 67 mortes e 57 mil casos de dengue, diz secretaria

O Estado do Rio de Janeiroregistrou 57.010 casos de dengue e 67 mortes pela doença nesteano, informou na quarta-feira a Secretaria fluminense de Saúdee Defesa Civil. Houve um aumento de 13 mortes em relação ao balançodivulgado na semana passada, todas elas na capital, queresponde por 44 vítimas por dengue. O segundo município commais mortes é Duque de Caxias, com 7. Do total de mortos, 32 são crianças de 0 a 13 anos. Além das 67 mortes já confirmadas, outros 58 casos estãosendo investigados, segundo a secretaria, que na semana passadainformou 43.523 casos de dengue. O Rio de Janeiro vive uma epidemia de dengue e nesta semanatrês hospitais de campanha, montados pelas Forças Armadas,começaram a funcionar na capital. Nesta quarta-feira, a prefeitura do Rio anunciou medidaspara melhorar e agilizar o atendimento aos pacientes com denguena capital. O secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman, disse quea prefeitura vai contratar 990 profissionais de saúde e ampliara carga horária de 797 médicos e enfermeiros do município. Além disso, os postos de saúde passarão a funcionar nosfins de semana, sendo 83 no sábado e 15 no domingo. Ao todo, acapital possui 183 unidades de saúde. "Esses (797) outros profissionais de saúde não sãoespecialistas na área. São neurocirurgiões, ortopedistas, masque dariam um reforço no atendimento", afirmou o secretário. Kligerman acrescentou que os doentes que forem aos postosde saúde em busca de atendimento vão ganhar repelentes,biscoito e água. "Queremos minimizar o sofrimento da população.O objetivo é humanizar o atendimento na capital." O secretário anunciou ainda a abertura do Hospital deAcari, que inicialmente vai funcionar com apenas 58 dos quase400 leitos previstos para a unidade municipal. "Será um atendimento referenciado e o paciente só poderáser internado com orientação de um médico da rede municipal desaúde", declarou ele, acrescentando que o hospital também terápontos de hidratação para atender às vítimas da dengue. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier, texto de Tatiana Ramil)

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