Rio pode ter nova epidemia de dengue

A Secretaria Municipal da Saúde corre o risco de chegar ao verão com apenas 700 agentes sanitários trabalhando na prevenção da dengue. Hoje, o município conta com cerca de 2.700, número ainda deficitário para as visitas mensais em busca do Aedes aegypti, já que o Rio precisaria ter 3.700 mata-mosquitos. A ameaça ocorre porque, em novembro, acaba o contrato de 2 mil agentes que trabalham em regime temporário para a secretaria."Com apenas 700, não é possível manter um bom combate à dengue e evitar novas epidemias", admite o subsecretário da Saúde, Mauro Marzochi. "Mas até novembro contrataremos todos os 3.700."A garantia de Marzochi se baseia no projeto de lei do prefeito César Maia que tramita na Câmara Municipal e prevê a criação de 3.700 cargos de agentes sanitários. O projeto foi enviado à Câmara no dia 4. O processo de aprovação pode levar meses. Essa burocracia eleva os riscos de o Rio viver outras epidemias de dengue.

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