Rio Grande do Sul e Alagoas - dois extremos da expectativa de vida

A diferença entre Rio Grande do Sul e Alagoas - os Estados com a maior e a menor expectativa de vida do Brasil - chega a 8,3 anos. A média calculada para os gaúchos é de 71,8 anos contra apenas 63,5 para os alagoanos. Tanto homens como mulheres que nascem em Alagoas têm as menores esperanças de vida do Brasil, revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A distância entre um homem alagoano para um catarinense (o líder com 67,7 anos de vida estimada) ultrapassa sete anos, e de uma alagoana para uma gaúcha é de quase dez anos (66,5 para 76,1). Se compararmos o alagoano e a gaúcha, esta diferença atinge 16 anos.A baixa esperança de vida dos alagoanos não parece estar diretamente ligada à violência, como ocorre nos Estados do Sudeste. Dos 27 Estados, Alagoas está em um dos últimos lugares no ranking da proporção de óbitos por causas externas. Em 2000, as mortes violentas representavam 51,3% do total - um porcentual bem menor do que os 85,6% de São Paulo."Mas o que temos que ver é que em alguns Estados há problemas graves de subnotificação", alerta Juarez Oliveira, técnico do IBGE e responsável pelo estudo.A "Tábua de Vida" do IBGE traz alguns resultados mais previsíveis. Além do Rio Grande do Sul, todos os outros Estados do Sul têm expectativas de vida que superam os 70 anos. Em segundo e terceiro lugares, estão as regiões Sudeste e Centro-Oeste.O Rio tem a pior performance do Sudeste, com expectativa de apenas 67,8 anos. A explicação está diretamente relacionada à baixa esperança ao nascer dos fluminenses por causa da violência. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o pior desempenho da região (69,1 anos). E o Nordeste concentra as piores performances do País. Na região, a média é de 66,1 anos, variando entre o já citado Alagoas e a Bahia (67,9 anos).

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