Mauro Pimentel/AFP
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'Rio está pegando hoje', diz Bolsonaro após afastamento de Witzel

Assim como fez em maio quando PF fez buscas na residência do governador, o presidente falou aos risos sobre ex-aliado com apoiadores

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2020 | 11h33
Atualizado 28 de agosto de 2020 | 14h09

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro riu ao comentar o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por supostos desvios na área da Saúde. "O Rio está pegando, o Rio está pegando hoje. Está sabendo do Rio hoje? Governador já... Quem é teu governador?", reagiu Bolsonaro a um apoiador que o questionou sobre a situação do Estado, na saída do Palácio da Alvorada, nesta sexta-feira, 28.

Em seguida, o homem disse que o governador agora é "o vice". "Está acompanhando", respondeu Bolsonaro, aos risos.

Em 26 de maio,  quando o ex-aliado foi alvo de buscas, o presidente falou para apoiadores, também com um sorriso no rosto: "Parabéns para Polícia Federal".

Nesta sexta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento imediato de Witzel, que nega as acusações e afirma ser alvo de "interesses políticos".  A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a prisão do governador, mas o STJ negou.

O vice-governador Cláudio Castro deve assumir provisoriamente a função. Pela manhã, o STJ também expediu um mandado de prisão contra o Pastor Everaldo, presidente do PSC, que já foi preso pela Polícia Federal. Everaldo batizou Bolsonaro no Rio Jordão.

 

Mourão considera difícil Witzel voltar ao cargo

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, considera "difícil" Wilson Witzel voltar ao cargo após ser afastado pela Justiça. "Eu acredito que, ao longo desses próximos seis meses, esse processo de impeachment deve avançar. Acho difícil que ele volte", disse o vice nesta sexta-feira.

 Mourão afirmou que a situação do Rio de Janeiro é "complicada" e lamentou pela população que sofre com a "ausência do Estado". "Parece que a corrupção se enraizou no Rio de Janeiro. Eu lamento pelo povo do Rio de Janeiro que sofre a ausência de Estado."

 

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