Rigotto diz que sua pré-candidatura tem o apoio do PPS e PDT

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), afirmou neste sábado que sua candidatura à Presidência da República deve viabilizar uma frente de centro-esquerda para combater uma polarização entre PT e PSDB nas eleições de outubro. Rigotto disse que líderes do PPS e do PDT são simpáticos ao seu nome como candidato peemedebista e que a coligação deve ser viabilizada caso ele seja o escolhido do partido nas prévias de 19 de março."Quero comandar uma coligação de centro-esquerda já que os líderes desse partidos sinalizaram que devem me apoiar", afirmou o governador, que faz hoje campanha em Araraquara e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para que seu nome seja escolhido nas prévias do PMDB.O PPS já apresentou o nome do seu presidente nacional, Roberto Freire, como pré-candidato do partido à sucessão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Já o PDT tem nomes como os senadores Jefferson Peres (AM) e Cristovam Buarque (DF).Além do possível apoio dos partidos, Rigotto disse estar feliz com a sinalização de que peemedebistas que apóiam o governo federal possam aderir à sua candidatura à Presidência. "Fico feliz porque eles estão migrando para a posição certa. Mas se for para nos desestabilizar depois, eles vão pegar a canoa errada", alertou. O governador disse que ontem conversou com o presidente Lula durante uma série de eventos no Rio Grande do Sul, mas que o assunto não foi eleições. "Ele (Lula) sabe que o PMDB vai ter candidato e que vai ser uma alternativa a ele e ao PSDB. Por isso não tem como conversar comigo sobre candidatura", afirmou o governador.Já Orestes Quércia, ex-governador paulista e cabo eleitoral de Rigotto nas prévias do PMDB, criticou o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, adversário do governador gaúcho na escolha interna do candidato do partido à Presidência. "O Rigotto tem história e o apoio das lideranças do partido. O outro (Garotinho) divide o partido e seria muito ruim para o PMDB se ele (Garotinho) fosse escolhido", disse Quércia.O ex-governador Quércia, que lidera as pesquisas de intenção de voto ao governo de São Paulo, admitiu ainda uma nova candidatura ao Palácio dos Bandeirantes na sucessão a Geraldo Alckmin (PSDB). "Vou acabar sendo candidato, mas ainda é cedo e devemos pensar primeiro na escolha do Rigotto a presidente", disse Quércia aos jornalistas.

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