Rigotto diz que governo está parado na economia e na política

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), bateu duro no que ele considerou de paralisação do governo nas áreas econômica e política e em ações que comprometem a imagem do País no exterior, durante almoço na Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham). De acordo com Rigotto, o governo federal tropeça em questões que não são aceitáveis, cometendo erros primários como no caso do jornalista do The New York Times. Para o governador, a decisão de cassar o visto do jornalista Larry Rohter arranhou "a imagem do Brasil no exterior". Rigotto criticou a ausência de uma reforma tributária, o que estaria impedindo o desenvolvimento do País. Segundo ele, o presidente Lula prefere governar com remendos fiscais e, para piorar, acaba turbinando alguns impostos como a Cofins. "O governo aceitou as pressões conservadoras, entre elas a de alguns governadores, que não entendem que é necessário fazer mudanças nesse setor porque a carga tributária acaba incentivando os setores a não recolherem impostos e a aumentar a informalidade", afirmou.O governador gaúcho classificou de "doidice" as 27 legislações sobre Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Servilos (ICMS) e as mais de 40 alíquotas desse imposto na Federação. "Estamos perdendo tempo e competitividade. Bastava ter uma melhor distribuição e ampliação dessa carga tributária se é que não queriam reduzi-la", afirmou. Para ele, os tributos cobrados hoje no País não só estão onerando os setores produtivos que geram emprego como provocando o aumento do desemprego. Rigotto disse não estar condenando totalmente a política econômica com a qual foi possível manter a estabilidade, reduzir a inflação e a taxa de risco-Brasil, condições que deveriam permitir uma retomada do crescimento. O governador lembrou que desde o primeiro momento deu total apoio ao presidente Lula, mas apesar disso disse ter defendido a não participação do seu partido (PMDB) em cargos do Executivo. "Mas fui voto vencido".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.