Rigotto critica PMDB por não se valorizar e ficar a reboque

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, criticou seu partido, o PMDB, por não se valorizar e ficar "a reboque" e afirmou que a legenda tem condições de ser uma "terceira via totalmente viável", como alternativa ao PSDB e ao PT, e se apresentar como a grande novidade na próxima eleição presidencial de 2006."O PMDB é um partido que não se valoriza. É um partido que fica a reboque, que perde a sua identidade, a sua cara própria, que fica com o rótulo de fisiologismo e clientelismo, porque não tem bandeiras nem projeto nacional", reclamou. "A hora é de construir, e essa construção passa pelas (eleições) prévias.""À exceção do Garotinho (ex-governador do Rio de Janeiro), que arranca com 16% e 17%, qualquer outro candidato vai arrancar com 3%, 4%, mas tem todas as condições de crescer por fora com uma proposta alternativa ao PSDB e ao PT", ressaltou.Na avaliação de Rigotto, é natural que Garotinho esteja à frente nas pesquisas, porque o ex-governador já foi candidato à Presidência e tem feito uma mobilização nacional, andando pelo País. "Esse processo muda. Quando tivermos as pedras colocadas no tabuleiro, dentro e fora do PMDB, vamos ver como esse quadro vai ficar", observou.O governador gaúcho afirmou que o PMDB tem condições de comandar uma coligação de centro-esquerda, mas não mencionou quais partidos participariam dessa aliança. "Com quem, o tempo vai dizer", disse.Rigotto antecipou que deverá anunciar sua pré-candidatura pelo PMDB na segunda quinzena de janeiro. "A minha presença nas prévias está praticamente definida", disse Rigotto, que deverá tirar licença do cargo de governador por cerca de 20 dias no final de janeiro para fazer a mobilização nacional em torno do seu nome. Ele defendeu a realização no prazo marcado (em março)das prévias do PMDB para a escolha do candidato do partido nas próximas eleições presidenciais. Depois de almoçar com o governador do Distrito Federal (DF), o também peemedebista Joaquim Roriz, Rigotto afirmou que não pode haver protelação das prévias e previu que o candidato do PMDB à presidência da República surgirá não de uma "unção" da cúpula do partido, mas da mobilização da base partidária.Ao responder a uma pergunta sobre a hipótese de a cúpula do PMDB privilegiar uma candidatura do atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, e sabotar a pretensão dos demais presidenciáveis do partido, Rigotto foi taxativo: "Não acredito. Digo com sinceridade: as prévias vão acontecer, e delas vai sair o candidato do PMDB".

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2006 | 17h59

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