Richa tenta neutralizar proximidade entre Lula e Dias

O candidato ao governo do Paraná pelo PSDB, Beto Richa, tentou mostrar, no horário eleitoral gratuito da tarde de hoje, que a amizade entre governantes nem sempre representa mais recursos. O objetivo foi neutralizar um dos argumentos utilizados pelo principal adversário, o candidato do PDT, Osmar Dias, que tem destacado sua amizade e afinidade administrativa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 15h54

"Para garantir os recursos não basta ser amigo do presidente, porque hoje todo mundo é amigo do presidente". "É preciso ter projetos", afirmou Richa. Segundo ele, há quatro anos a Prefeitura de Paranavaí, no noroeste do Paraná, que é aliada do governo estadual e do governo federal, doou terreno para a construção de mais de 200 casas, mas as verbas não estariam chegando. "É assim em todo o Paraná, de cada dez obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), apenas uma está andando", afirmou Richa.

Por outro lado, segundo o tucano, em Curitiba foram feitas 30 mil casas com diferentes fundos de financiamentos. "Isso, claro, sem contar com nosso grande parceiro, inclusive aqui no Parolin (bairro de Curitiba), o governo federal", elogiou. "E por que o governo federal confia tanto nos nossos projetos? Porque são projetos profissionais, feitos para beneficiar as pessoas e proteger o meio ambiente, porque não são fantasias", diz.

O programa de Richa contou ainda com a participação do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). "Para mim, (Richa) é o mais completo homem público da minha geração", falou o ex-governador.

Dias apresentou mais um trecho de diálogo entre ele e Lula no programa eleitoral. Mas, desta vez, o presidente apenas ouviu elogios do candidato. O peemedebista lembrou a história de uma moça que teria se encontrado com Lula, em Curitiba, e dito que até os 12 anos era menina de rua. Mas, agora, em razão do Programa Universidade Para Todos (Prouni), estava cursando Psicologia.

"Sabe o que aconteceu, o presidente da República do Brasil chorou porque viu que ali estava uma das suas grandes obras", disse Dias. "Presidente, o senhor me emocionou naquele dia e outras vezes também porque governa o País com o coração e com muita inteligência e me ensinou isso", disse Dias.

No programa, Dias também apareceu em conversa com jovens. Um deles queria saber o que o candidato fará com a questão do lixo de Curitiba, caso seja eleito. Dias aproveitou para repetir a crítica que tem feito a Richa, por ele deixar a administração de Curitiba para ser candidato.

"Primeiro, não vou prometer e deixar pela metade, porque não faço nada pela metade", disse. "A usina de reciclagem é a tecnologia mais moderna que existe e nós vamos resolver o problema do lixo de Curitiba desta forma, não com esse aterro que já está esgotado e ultrapassado", criticou.

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