Richa sofre ataques em programa eleitoral no PR

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, começou a sentir, no horário eleitoral gratuito da tarde de hoje, uma das consequências de estar subindo nas pesquisas de opinião. Segundo sondagem feita pelo Ibope, ele abriu vantagem de 16 pontos porcentuais em relação ao segundo colocado, Osmar Dias (PDT), enquanto pela pesquisa Datafolha, a distância é de 13 pontos. O PRTB, ao invés de apresentar as propostas do candidato Robinson de Paula, preferiu lembrar que o candidato tucano havia prometido manter-se na prefeitura de Curitiba.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 15h35

Enquanto a tela mostrava algumas frases, ao fundo ouvia-se a voz de Richa, em entrevista quando era pré-candidato à reeleição para a prefeitura de Curitiba: "Sendo candidato à reeleição e, sendo eleito, é para cumprir os quatro anos de mandato. Não tenho obsessão alguma em ocupar títulos, cargos ou posições, não tenho obsessão em ser governador", afirmou ele, na ocasião.

Logo depois, uma apresentadora comentava: "Político que ontem falava uma coisa e hoje faz outra não tem credibilidade, quem abandonou Curitiba hoje fatalmente vai abandonar o Paraná amanhã."

No horário destinado à coligação que encabeça, Richa apresentou as propostas que tem para a segurança pública no Estado. Ao final, explorou os números da pesquisa do Ibope, divulgada ontem, que o colocam com 50% das intenções de votos ante 34% de Dias.

Seu principal adversário colocou duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo votos e mostrou imagens da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) em comício. No programa, procurou explorar o lado sentimental do eleitor, com sua mulher contando a história do casal. Ele próprio, ao tentar falar do pai, mostrou-se emocionado e encerrou o depoimento.

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