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Richa pede bom tratamento por parte do governo federal

Governador disse que recebe Estado em 'condições preocupantes'

EVANDRO FADEL, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 12h46

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), cobrou, em discurso de posse na Assembleia Legislativa, um bom tratamento por parte do governo federal. "Vejo um Paraná que quer ser bem tratado pelo governo federal porque nunca faltou quando foi solicitado e não faltará também no futuro", afirmou. Eleito por um dos partidos que fazem oposição ao governo federal, ele acentuou ter descido do palanque e prometeu governar para todos. "Não vejo mais vencedores ou vencidos", destacou. Richa viajou a Brasília para acompanhar a posse da presidente Dilma Rousseff.

 

O discurso tornou-se contundente, quando Richa disse que receberá o Estado em "condições preocupantes" do ponto de vista administrativo. "O espírito republicano que recomenda civilidade nas relações interpartidárias impõe responsabilidade no trato da coisa pública. Esse espírito tem sido um vago espectro para alguns dirigentes", afirmou.

 

 A equipe de transição apontou déficit de R$ 1,5 bilhão nas contas. "Definitivamente esse não é o tipo de herança que gostaríamos de ter recebido", reclamou. Sem citar nomes, Richa destacou rejeitar o "espírito fundamentalista" que estaria inibindo investimentos, afugentando empresas e amedrontando a todos no Estado. "É reprovável o legado que coloca o Estado na obrigação de promover um duro ajuste emergencial que certamente vai exigir sacrifícios ainda não totalmente dimensionados pela nossa equipe de transição", criticou. "Os 30 anos de prática democrática já deveriam ter servido para desestimular completamente as aventuras daqueles que se acham donos da coisa pública e usuários dos recursos de todos."

 

Richa apontou a educação como prioridade e acentuou a necessidade de fiscalização do governo. "Quero contar com a vigilância da imprensa livre para que possamos errar o menos possível", pediu. Em discurso na transmissão de cargo, o governador que deixava o cargo, Orlando Pessuti (PMDB), disse que o Estado está bem melhor do que aquele que recebeu quando assumiu em abril deste ano, com a desincompatibilização de Roberto Requião (PMDB). Ele garantiu que está deixando R$ 500 milhões no caixa da Secretaria da Fazenda, dos quais R$ 350 milhões são para fundos específicos e o restante para garantir pagamentos imediatos.

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