Ricardo Sérgio depõe na PF e nega acusações sobre caso Telebrás

O ex-diretor da área Internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, que prestou depoimento ontem à Polícia Federal do Rio, negou as acusações de pedido de propina para viabilizar a participação de fundos de pensão na privatização do Sistema Telebrás. Segundo a assessoria de imprensa da PF, Ricardo Sérgio afirmou à responsável pelas investigações, delegada Patrícia Freitas, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais, que as acusações contra ele, que partiram do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, tiveram "motivação política" e não têm fundamento.O depoimento na PF durou seis horas. A delegada não quis dar entrevista e só revelou algumas informações por meio da assessoria de imprensa. Ricardo Sérgio admitiu que autorizava as cartas de fiança dos interessados na privatização porque o Banco do Brasil recebia 1% do valor afiançado em cada uma das cartas, segundo o ex-diretor do BB.Ricardo Sérgio também colocou à disposição da delegada seus extratos bancários. Segundo a assessoria de imprensa, a delegada pretende cruzar os detalhes das contas bancárias do ex-diretor do Banco do Brasil com as informações fiscais já enviadas à PF pelo Ministério Público Federal.Ontem, a PF também ouviu o depoimento do diretor de Seguridade da Previ, Henrique Pizzaloto. O próximo passo das investigações será convocar e tomar o depoimento de outras 55 pessoas relacionadas ao caso, a maioria delas diretores de fundos de pensão envolvidos na privatização do Sistema Telebrás.

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