Ricardo Flores renuncia à presidência do Previ

Em uma reunião que durou mais de seis horas, Ricardo Flores acatou nesta sexta decisão do Planalto e renunciou à presidência do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ). A troca no comando já estava acertada desde quinta-feira à tarde entre a presidente da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

MÔNICA CIARELLI, Agência Estado

25 de maio de 2012 | 19h00

Flores será substituído pelo vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil, Dan Conrado, executivo alinhado ao atual presidente da instituição, Aldemir Bendini. A saída de Flores nada tem haver com resultados ou uma insatisfação do governo com a condução técnico-econômica do fundo, que administra um patrimônio de R$ 155 bilhões. Com a mudança, o Planalto quer apenas uma maior sintonia entre a Previ e o Banco do Brasil.

Desde o ano passado havia uma disputa de poder travada entre as cúpulas das duas instituições. Flores deixa o cargo sob suspeita de envolvimento no vazamento para a imprensa de dossiês que culminaram na demissão de importantes executivos do banco. A falta de hierarquia foi seu principal pecado, dizem fontes ligadas ao fundo de pensão. Comenta-se que ele cavou sua demissão ao não acatar determinação da presidente Dilma para colocar um ponto final na disputa por poder travada com Bendini.

Durante a reunião do conselho de deliberativo da Previ que ratificou o destino de Flores ficou decidido ainda arquivar um processo administrativo aberto para apurar a compra de um imóvel em Brasília feita pelo executivo em dinheiro. Apesar de arquivada, a investigação ainda segue no Ministério Público Federal.

Economista, de 48 anos, Flores deve sair da fundação para comandar uma coligada do grupo. As especulações apontam, para a presidente da Brasilprev, cargo ocupado até o início do mês por Sérgio Rosa, antecessor de Flores na Previ.

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