Gabriela Biló/Estadão - 12/8/2021
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Ricardo Barros passa por angioplastia e tem alta de hospital em São Paulo

Líder do governo na Câmara e investigado pela CPI da Covid, deputado foi internado no sábado e liberado neste domingo

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2021 | 16h52

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), foi internado em São Paulo neste o sábado, 21, para uma angioplastia, procedimento para desobstruir artérias. Ele foi liberado  no fim da tarde deste domingo, após um stent ser aplicado com sucesso. As informações foram anunciada pelo próprio deputado em suas redes sociais e confirmadas pelo hospital Sírio-Libanês.

“Fiz hoje uma angioplastia e ganhei meu terceiro stent. Os dois primeiros recebi quando era ministro da Saúde. Uma maravilha a medicina moderna”, escreveu Barros. O procedimento cirúrgico é pouco invasivo, e é feito para normalizar o fluxo de sangue para o coração.

De acordo com boletim médico, o parlamentar deu entrada no hospital neste sábado com um diagnóstico de insuficiência coronária. A nota do hospital informava que o quadro do deputado já era estável antes de ele ser liberado. 

O boletim é assinado pelo diretor de Governança Clínica, Luiz Francisco Cardoso, e pelo Diretor Clínico, Ângelo Fernandez, que também informam que o caso do deputado é acompanhado pelas equipes médicas do médico cardiologista Roberto Kalil Filho.

CPI

Barros é um dos investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Ele é suspeito de participar nas negociações do governo federal pela aquisição da vacina indiana Covaxin. A CPI apura indícios de corrupção no processo de aquisição do imunizante indiano. 

O líder do governo foi incluído formalmente no rol de investigados pela comissão na última quarta-feira, 18. Na semana anterior, ele havia prestado depoimento na comissão como convidado, mas a tumultuada sessão foi encerrada após o deputado acusar a CPI de afastar empresas de vacinas do País.

Na quinta-feira, o deputado entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a quebra de seus sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático, também decretada pela CPI da Covid. A defesa do parlamentar diz que a comissão não pode quebrar o sigilo de um deputado federal e defende que a medida não foi fundamentada corretamente.

Barros deve voltar à comissão para um novo depoimento, dessa vez como investigado, mas ainda não há data para a oitiva.

Eleito deputado federal pela primeira vez em 1994, Barros está em seu sexto mandato. Já foi líder do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), vice-líder do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relator do orçamento de 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e ministro da Saúde de Michel Temer (MDB).

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