Ribeirão Preto inicia arrastão para evitar a dengue

A Divisão do Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto inicia, neste sábado, arrastões periódicos para eliminar os criadouros do mosquisto Aedes aegypti, o transmissor da dengue. O objetivo é evitar o surgimento de novos focos da doença e, conseqüentemente, que novos casos sejam registrados na cidade, principalmente com a chegada do verão, no final do ano. Neste ano, 323 casos de dengue ocorreram na cidade, mas o número de 2001 foi alarmante: 3.193. Hoje, uma escola do Jardim Zara teve as aulas de 380 alunos suspensas, depois que agentes encontraram larvas do mosquito.Na escola do ensino fundamental José Rodini Luiz, larvas do Aedes aegypti foram encontradas nas tubulações de água e esgoto. Pedreiros da prefeitura fizeram os reparos necessários para resolver o problema, mas as aulas foram suspensas para evitar riscos. No bairro, nenhum caso de dengue foi registrado neste ano.O primeiro arrastão, que deverá ser repetido semanalmente, será feito nos bairros Adelino Simioni e Quintino Facci II, por 160 agentes. O trabalho começa às 7 horas, inspecionando aproximadamente 5 mil imóveis. Dez caminhões serão usados na operação. Nas próximas semanas, outros bairros serão visitados pelos agentes municipais.A chefe da Divisão de Controle de Vetores, Maria Luiza Santa Maria, diz que a população precisa colaborar e aderir ao serviço, permitindo que os agentes municipais, identificados por crachás, entrem nas residências e retirem os objetos que possam servir como criadouros do mosquito. "Com a colaboração da população vamos reduzir os criadouros e, conseqüentemente, evitar novos casos de dengue no município", explica Maria Luiza. Além de limpar os imóveis, os agentes deverão recomendar que as donas-de-casa coloquem uma colher de água sanitária na água de vasos de flores e plantas, além de colocar uma colher de sal, semanalmente, nos ralos.

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