Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

‘Revoltados’ reúnem 70 pessoas na Avenida Paulista

‘Esquenta’ para protesto de domingo, manifestação durou menos de 1 hora; em Brasília, dois atos tiveram 137 participantes

O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 21h35

Movimentos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniram nesta sexta-feira, 13, 70 pessoas em São Paulo e 137 em dois atos em Brasília. As manifestações foram organizadas para que fossem uma espécie de “esquenta” antes dos protestos anti-Dilma marcados para amanhã. 

Em São Paulo, manifestantes ligados ao movimento Revoltados On Line, que defendem o impeachment de Dilma, se concentraram em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Paulista. Eles foram obrigados a interromper o protesto, que durou menos de uma hora, em razão da forte chuva que atingiu a região. 

O ato, cujo início estava previsto para as 15h, começou com atraso. Segundo membros do Revoltados On Line, a demora do início do protesto foi uma orientação da Polícia Militar para evitar confrontos com a manifestação pró-Dilma organizada por centrais sindicais marcada para o mesmo local e que ocorreu um pouco antes. “Fomos orientados pela PM a esperar o pessoal da CUT dispersar. Havia um acordo no qual eles deveriam ter deixado o local às 15h. Mas, como é de praxe, eles não cumpriram”, afirmou Éder Borges, organizador do protesto. 

A manifestação contou com um carro de som, sobre o qual o fundador do Revoltados On Line, o empresário Marcello Reis, defendeu o afastamento da presidente. Segundo Reis, impeachment não é golpe. 

Buzinaço. Ontem também houve dois protestos anti-Dilma em Brasília. Um deles reuniu sete pessoas ligadas ao Revoltados On Line em frente à Petrobrás e terminou com um buzinaço na Esplanada dos Ministérios. No outro ato, em uma ação rápida, que durou cerca de dez minutos, 130 motoqueiros interditaram uma pista em frente ao Planalto do Planalto para promover um buzinaço. Enquanto isso, aceleravam suas motos. Todos os atos foram pacíficos. / RICARDO CHAPOLA, DANIEL CARVALHO, BERNARDO CARAM e TÂNIA MONTEIRO

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