Revogado pedido de prisão do ex-ministro dos Transportes

Ordem de prisão de Anderson Adauto é referente a possíveis superfaturamentos na compra de medicamentos

Renato Alves, especial para o Estado,

14 Outubro 2007 | 17h59

Foi revogado durante o final de semana prolongado o pedido que determinava a prisão do prefeito de Uberaba (MG), Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes do governo Lula, e a ordem para busca e apreensão de documentos e computadores nos depósitos da empresa Home Care, Secretaria Municipal de Saúde. A ordem de prisão de Adauto foi determinada pelo juiz da 4ª Vara Cível da cidade, Lènin Ignachitti, e é referente a possíveis superfaturamentos na compra de medicamentos para a secretaria municipal da saúde, da empresa Home Care, denunciados em uma ação popular de autoria do conselheiro municipal de Saúde, Aurélio Luiz da Costa. Foi cumprida apenas a busca e apreensão na sede da Home Care. Oficiais de Justiça apreenderam no local um computador central, outras sete CPUs, 15 disquetes, um CD e 15 pastas com documentos da empresa. Sob escolta de cinco viaturas da PM, os objetos apreendidos foram encaminhados ao Fórum de Uberaba onde ficaram guardados sob escolta policial. A revogação do pedido de prisão de Anderson Adauto e de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Saúde foram dados pelo juiz de Direito plantonista e titular da 5ª Vara Cível de Uberaba, Wagner Guerreiro. Em nota de esclarecimentos, a administração de Uberaba disse que "causou espanto tal procedimento", e explica que o contrato com a empresa Home Care já havia sido anulado, por decisão judicial. "Surpreende da mesma forma o fato de tal medida ter sido adotada na calada da noite, de maneira a impossibilitar qualquer ciência ou defesa por parte dos atingidos, e mesmo antes da ocorrência houve ampla mobilização dos órgãos de comunicação, indicando profunda semelhança com intenções de exploração política da ação", justificou Anderson Adauto através da nota.

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