Revogada prisão de suspeitos de corrupção em Campinas

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) revogou a prisão preventiva de outros seis acusados pelo Ministério Público de formação de quadrilha, corrupção e fraudes em licitações em Campinas. Na segunda-feira à noite, o desembargador Poças Leitão, da 15ª Câmara de Direito Criminal, já havia revogado o pedido de prisão da primeira-dama Rosely Nassim dos Santos, considerada foragida até então.

TATIANA FAVARO, Agência Estado

15 de junho de 2011 | 13h03

Contra Rosely e os outros seis acusados pela Promotoria tinham sido expedidos mandados de prisão na sexta-feira, pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Bernardes. Segundo confirmou o TJ-SP nesta manhã, o desembargador Poças Leitão assinou a revogação das prisões do ex-secretário de Assuntos de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, e do ex-diretor da Sanasa Marcelo de Figueiredo, detidos na manhã de sexta-feira.

Também foram revogados os pedidos de prisão do vice-prefeito Demétrio Vilagra, do ex-secretário de Comunicação Francisco de Lagos e dos ex-diretores Ricardo Cândia e Aurélio Cance Junior, também considerados foragidos até ontem. Segundo advogados de defesa dos acusados o desembargador considerou os mandados de prisão preventiva abusivos.

Afastamento

O pedido de afastamento do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) enquanto durarem os trabalhos da Comissão Processante que apura supostas irregularidades na administração e pode culminar com o impeachment do pedetista deve ser votado nesta noite pela Câmara de Campinas.

O vereador Valdir Terrazan (PSDB) conseguiu, durante sessão na segunda-feira, assinaturas de 32 dos 33 vereadores para reapresentar o requerimento de afastamento. O pedido já havia sido negado com base em parecer da consultoria jurídica da Câmara, no fim de maio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.