Revista cita Serra e ?Mota? em reportagem sobre caso Banestado

A nova edição da revista IstoÉ Dinheiro, que está nas bancas a partir de hoje, traz matéria sobre o caso Banestado. A chamada do site da revista na internet diz: "Os nomes e as provas no dossiê da PF. Relatório policial inclui nomes de políticos nas investigações de lavagem de US$ 30 bilhões". A revistra traz informações sobre recibos de ordem de pagamento e registros de movimentações financeiras que teriam passado pela chamada "Conta Tucano" - aberta no banco JP Morga de Nova York, bem como relatórios da Polícia Federal. Segundo a revista, o principal documento - que já teria sido encaminhado ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos - seria o dossiê AIJ 000/03. Esse dossiê traria os nomes de "políticos importantes" e trataria de transações do senador Jorge Bornhausen e seu irmão, Paulo Bornhausen. Também apareceria o nome "José Serra", além de um certo "S. Mota" ? grafado assim, com t só. Sérgio Motta foi ministro das Comunicações e grande amigo de Fernando Henrique Cardoso. No caso de Serra, a revista traz a ressalva dos policiais de que possa se tratar de um homômimo do ex-ministro, e ao mesmo tempo informa que o nome surge em uma ordem de pagamento internacional de US$ 15.688,00. Serra seria apontado como remetente dos recursos. A "Conta Tucano", citada pela revista, teria recebido US$ 176 milhões de 1996 a 2000. Outro nome citado pela revista como presente nas investigações seria o de Ricardo S. Oliveira.A reportagem da IstoÉ Dinheiro explica, em um dos seus trechos, as razões pelas quais José Serra estaria sendo investigado: 1 - O nome José Serra aparece na condição de usuário de pelo menos uma conta que recebeu recursos do Banestado ? a Tucano, com sede no JP Morgan, em Nova York ?, sobre a qual pesam suspeitas de ter sido usada para movimentação de dinheiro ilegal. A Polícia admite a hipótese de que seja um homônimo do candidato do PSDB à Presidência; 2 - Existe um documento específico que indica que em novembro de 1999 este Serra ordenou uma movimentação de US$ 14 mil da Conta Tucano de Nova York em direção a uma outra conta em Miami, pertencente a uma empresa chamada Rabagi, cuja titularidade ainda não foi desvendada pela polícia; 3 - Dessa mesma Conta Tucano em Nova York, supostamente usada pelo ex-senador ou por um homônimo, teriam saído vários pagamentos para Valéria Monteiro, que trabalhou como apresentadora nos programas políticos de Serra durante a campanha eleitoral de 2002; 4 -Também chamou atenção da polícia que, da Conta Tucano tenha partido em 30 de março de 1999 um depósito para uma outra conta também batizada como Tucano, desta vez em Lugano, na Suíça. Valor: US$ 500 mil; 5 - Essa mesma movimentação repetiu-se 24 horas depois. Em 31 de março, outros US$ 500 mil saíram da Conta Tucano de Nova York para a Tucano da Suíça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.