Revisor vota por absolvição de ex-funcionária de Valério

Para Lewandovski, Geiza Dias não teve intenção de participar de lavagem de dinheiro

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2012 | 16h17

O ministro do Supremo Tribunal Federal e revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de Geiza Dias, ex-funcionária da agência SMP&B, de Marcos Valério. Para ele, a atuação dela foi como empregada e não com intenção de participar das supostas operações de lavagem de dinheiro. Neste capítulo, essa foi a primeira divergência com o relator, Joaquim Barbosa, que defendeu a condenação.

Lewandowski começou seu voto falando sobre a conduta de Geiza, destacando o salário de pouco mais de R$ 1 mil, para demonstrar que era apenas uma funcionária subordinada. Mais adiante, o revisor definiu a atuação da mulher como de "batedora de cheques". Geiza é a acusada cuja defesa pede a absolvição porque seria uma funcionária "mequetrefe".

O revisor enfatizou que ela não foi promovida nem obteve vantagem financeira do esquema. Destacou que as ordens de pagamento que enviava ao Banco Rural vinham de seu e-mail institucional, o que reforçaria a evidência de não haver intenção de ocultar qualquer ação. Afirmou que qualquer outro funcionário na função dela faria a mesma coisa, não sendo Geiza pessoa com poder de decisão no esquema. Destacou ainda que ela era subordinada a Simone Vasconcellos, outra ré no processo.

"O Ministério Público não comprovou que Geiza tinha ciência de que estava praticando atos criminosos", afirmou Lewandowski, que concluiu pela absolvição por falta de provas.

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