Revisor do mensalão começa leitura de votos

Ministro Ricardo Lewandowski vai se pronunciar sobre primeira parte do processo e deve divergir de condenações pedidas pelo relator do processo, Joaquim Barbosa

O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 08h10

O revisor do processo do mensalão, ministro  Ricardo Lewandowski começar a leitura de seu voto na sessão desta quarta-feira, 22. Como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram julgar o processo por partes, o revisor lerá os votos para cinco dos réus, seguindo a ordem indicada pelo relator, ministro Joaquim  Barbosa. A sessão está prevista para começar às 14h e será transmitida ao vivo pela TV Estadão.

 

Lewandowski, cujo voto é considerado de "contraponto" ao do relator, vai se pronunciar sobre a condenação ou absolvição do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, do publicitários Marcos Valério Fernandes de Souza e dos seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. O ministro Joaquim Barbosa pediu a condenação de todos.

 

A principal divergência entre Barbosa e Lewandowski pode ficar focada nas acusações contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), candidato a prefeito de Osasco e primeiro petista a ser julgado no processo do mensalão.

 

Na terça-feira, 21, o ministro indicou que deve concordar com pelo menos uma tese com Barbosa. A de que o empresário Marcos Valério e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato cometeram crime de peculato no caso dos repasses do fundo Visanet. O fundo, do qual o BB dispunha de um terço da participação, pagou R$ 74 milhões às agências de Marcos Valério. O dinheiro, segundo a Procuradoria-Geral da República, foi usado depois para a compra de votos no Congresso. Os advogados dos réus dizem que houve apenas caixa 2 de campanha.

 

Sessões. Lewandowski afirmou que poderá usar uma sessão ou uma sessão e meia do plenário do STF para ler o seu voto. Durante a fase de leitura, as sessões serão às segundas, quartas e quintas.

 

Além de assistir pela página da TV Estadão, o internauta pode conferir informações também pelo perfil do Twitter (@EstadaoPolitica) e do Facebook (facebook.com/politicaestadao). O portal conta com o apoio de especialistas da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Direito GV, que durante as sessões vão explicar a linguagem e argumentação jurídica usada pelos ministros e advogados durante as sessões.

 

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