Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Reunidos no Rio, deputados do PMDB debatem apoio ao governo

Na cidade para visitar obras das Olimpíadas, parlamentares discutem necessidade de apoiar Dilma, mas também tratam de possível candidatura à presidência em 2018; Michel Temer participa de jantar

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2015 | 13h00

Rio de Janeiro - Em meio à crise política, os deputados federais do PMDB estão reunidos desde ontem à noite, no Rio, para uma série de encontros de articulação política no que consideram "momento crucial" para o governo Dilma Rousseff. Eles participam, nesta sexta (10), de uma visita ao Parque Olímpico, na zona oeste do Rio, para avaliar o andamento das obras ao lado do prefeito Eduardo Paes, possível candidato à Presidência em 2018.

Saudado pelos correligionários, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encontrou a comitiva por volta das 10h30, no hotel onde estão hospedados 30 deputados, além do ministro do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria dos Portos, Edinho Araújo. "A visita é para mostrar aos deputados tudo o que o partido tem feito aqui pelo Rio", afirmou Cunha. O presidente em exercício, Michel Temer, encontra o grupo à noite em um jantar.

No saguão do hotel, os deputados se reuniram em demonstração de unidade, força política e confraternização, em contraste com o tom das articulações sobre a crise política no governo da presidente Dilma Rousseff. Ontem à noite, por cerca de quatro horas, os deputados ouviram do ministro Edinho Araújo um pedido para garantir "respaldo político" ao governo para dar uma saída ao momento "crucial".

"Há uma crise de confiança no governo, mesmo o presidente Michel Temer tendo dado tranquilidade após assumir a articulação. É um momento de buscar saída para a crise. O ministro Edinho indicou, na linha com que a Dilma precisa agora, que o partido apoie e dê respaldo político ao governo", relatou o deputado Mauro Pereira (RS).. 

Nas rodas informais, porém, o tom da articulação era mais duro. Alguns falavam que Dilma "está balançando". Para Pereira, "seria golpe" falar em saída da presidente neste momento, mas ele não descarta uma ação do Congresso, sob comando do partido: "Caso haja qualquer fato jurídico que descredencie a titularidade do gestor, o Poder Legislativo não pode passar a mão na cabeça", completou.

A avaliação dos pemedebistas é que o governo precisa dar sinais mais concretos de saída da crise, e de que o País "é viável" economicamente".

Um dos objetivos da visita é "aproximar" a base do partido do prefeito Eduardo Paes - citado pelos parlamentares como forte candidato à Presidência em 2018. Alguns avaliam que o jantar desta noite, com as lideranças do partido, poderia sinalizar uma pré-candidatura. "Ele é jovem, um candidato novo, como o País quer. Mas sempre diz, vamos esperar a Olimpíada. É o que faremos", disse o deputado Darcísio Perondi (RS).

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