Carlos Humberto|STF
Carlos Humberto|STF

Reunião teve tom 'amável', diz ministro da Defesa

Raul Jungmann afirma que encontro de quatro horas com chefes de poderes transcorreu de forma 'harmônica', após tensão vivida entre Cármen Lúcia, Renan Calheiros e Alexandre de Moraes

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2016 | 15h35

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou na tarde desta sexta-feira, 28, que durante as quatro horas de reunião para tratar do plano nacional de segurança toda a pauta do setor “foi devidamente debatida”. O ministro disse que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), propôs uma CPI para investigar a participação do crime organizado no financiamento das eleições. Jungmann acrescentou que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, propôs uma base de dados única para que se possa saber a realidade prisional do crime e do delito no Brasil.

Jungmann destacou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, propôs “algo importantíssimo” que é a possibilidade de realizar detenções de criminosos independente das fronteiras. “Isso é fundamental”, disse, ressaltando que no Mercosul esse acordo já existe e precisa ser implementado.

O ministro afirmou que serão criados grupos temáticos com a PGR, o Ministério Público federal, a Defesa, Justiça, que terão metas e se reunirão periodicamente para avaliar o cenário da segurança. Jungmann disse ainda que um dos objetivos é reduzir penas do sistema penitenciário atual e que foram sugeridas, por exemplo, penas alternativas para crimes não dolosos.

“O ministro da Justiça apresentou uma proposta de programa voltado para a segurança pública, evidentemente cooperativa, e o desdobramento será convocar governadores e secretários de Segurança e de Justiça de todo País para promover o desenvolvimento dessa proposta”, disse.

Jungmann afirmou que o ministro Alexandre de Moraes fará anúncio de investimentos no sistema prisional ainda este ano. Segundo ele, serão recursos para “construção de penitenciarias, aparelhos, reforços da polícias”. O ministro não quis falar em valores e disse que quem anunciaria os aportes seria o próprio Moraes.

Questionado sobre o clima na reunião, por conta da crise institucional desta semana entre Renan, Moraes, e Cármen, o ministro da Defesa afirmou que a conversa entre os chefes dos poderes foi num “tom amável”, “extraordinariamente harmônica e colaborativa” e sem nenhum problema interpessoal entre os participantes. / Carla Araújo, Julia Lindner, Daiene Cardoso, Vera Rosa, Lu Aiko, Erich Decat e Isabela Bonfim

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.