Reunião sobre Orçamento termina sem acordo

Os líderes dos partidos da base aliada e da oposição não chegaram a um acordo para a votação da proposta orçamentária de 2002 ainda este ano. Eles estiveram reunidos na residência do presidente da Câmara, Aécio Neves. A oposição insiste na idéia do salário mínimo ser reajustado para R$ 220,00, mas o governo não aceita a proposta, com o argumento de que não há fonte de receita para cobrir o aumento dos gastos.O líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro, está pessimista quanto a possibilidade de ser fechado um acordo até o final do dia de hoje, para que o orçamento seja votado ainda esta semana. "Estou achando difícil chegar a um acordo. Acho que vamos votar o orçamento só em fevereiro", disse Pinheiro.Segundo ele, durante a reunião com o presidente da Câmara, a oposição apresentou propostas de fontes de receita que podem chegar a R$ 2 bilhões. Entre essas fontes está o vale-gás, que é oferecido à população. A previsão de receita seria de 1,4 bilhão, mas o governo, segundo Pinheiro, admite que só vai gastar R$ 800 milhões. Com isso, restariam R$ 600 milhões que poderiam ser utilizados como fonte de receita.Durante toda a tarde de hoje, líderes da oposição e dos partidos aliados vão se reunir com técnicos do orçamento para continuar discutindo fontes alternativas de receita para o aumento do salário mínimo. Oposição - O presidente da Câmara disse, ao final da reunião com os líderes partidários, que fez um apelo à oposição para que recue da decisão de obstruir as votações para impedir a aprovação do orçamento da União. Segundo Aécio, o adiamento da votação do orçamento provocará a interrupção de alguns programas sociais no início do próximo ano."Não se avançou como eu gostaria", lamentou. Aécio Neves sugere que se o orçamento não for votado esta semana que seja ampliado o prazo dos trabalhos do Legislativo. Ele disse, no entanto, que a prorrogação dos trabalhos só deverá ocorrer se o governo fechar um acordo com a oposição.

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