Reunião que discutirá novo caso Renan Calheiros é adiada

Encontro no conselho ficará para quinta, devido à necessidade de notificação de Renan,que está fora do DF

Agência Brasil

13 de agosto de 2007 | 17h57

A reunião que analisará a terceira representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi adiada para esta quinta-feira, 16. Prevista para terça-feira, o encontro ficou para quinta devido à necessidade de notificação de Renan Calheiros, que está fora de Brasília.  Veja também:Cronologia do caso Renan    Veja especial sobre o caso Renan  Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a representação deverá ser encaminhada ao Conselho de Ética do Senado. O senador paranaense vai presidir a reunião de quinta-feira, uma vez o 1º vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), estará, na ocasião, em seu estado para cumprir uma série de compromissos.  O senador  defendeu a necessidade de o Conselho de Ética julgar, o mais rápido possível, o destino político do presidente do Senado. "A demora não só desgasta a instituição como compromete os trabalhos", comentou Dias. "Nós, da oposição, tivemos que obstruir os trabalhos [de votação], mesmo sabendo dos riscos que isso representa perante a opinião pública. Temos que encerrar essa história o mais rápido possível." O senador tucano disse acreditar que, assim que receberem o resultado da perícia dos documentos sob análise da Polícia Federal, os relatores da representação terão condições de concluir as investigações e apresentar o relatório para análise do conselho. Dias informou que os peritos deverão entregar os documentos na  sexta-feira. A representação diz respeito à análise das denúncias de que Renan  teria recebido recursos de um funcionário da empresa Mendes Júnior para pagar uma pensão informal de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. Mais complicações Para o 1º vice-presidente da Casa, Tião Viana, a confirmação do empresário alagoano João Lyra de que Renan usou "laranjas" para adquirir veículos de comunicação no estado "agudiza" a crise no Senado.  Lyra foi sócio de Renan em tais empreendimentos. Viana disse que os senadores devem conduzir o processo com serenidade. "Existe uma posição de trincheira da oposição de emparedar o presidente do Senado para que ele renuncie", afirmou Viana. Diante da atitude da oposição, lembrou Viana, "o papel da base do governo é trabalhar para que os senadores tenham serenidade e evitem "um descompasso (nas investigações) entre o que é o julgamento político, que já condenou o presidente Renan Calheiros, do que é o julgamento jurídico".

Tudo o que sabemos sobre:
Caso Renanrádioprocesso

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.