Reunião do PSDB acaba em briga

Acabou em troca de insultos, palavrões e ameaças de pancadaria a reunião do PSDB que deveria ter escolhido o novo líder do partido no Senado. Com isso, a votação foi adiada para a próxima quarta-feira.O motivo da discórdia foi o ex-líder Sérgio Machado (CE), que teimou em participar da votação, depois de ter sido forçado na terça-feira a abandonar a liderança, porque já está de mudança para o PMDB."Você está na reunião errada", protestou o senador Lúcio Alcântara (CE), ao sugerir que Machado se transferisse para o gabinete ao lado. "Seu lugar é na reunião do PMDB", completou, referindo-se ao encontro dos peemedebistas para escolher o candidato do partido à presidência do Senado.Sérgio Machado protestou e insistiu em votar. Àquela altura, os dois tucanos que disputam a liderança - Geraldo Melo (RN) e Romero Jucá (RR) - preferiram aguardar a decisão no cafezinho do Senado."Como é que ele (Machado) quer votar em um líder que não será líder dele?", ponderou o senador Luiz Pontes (CE), rompido com Machado desde a eleição de 1998, quando o governador Tasso Jereissati decidiu reeleger-se, em vez de apoiar o líder."Eu vou votar, construí este partido", contestou Machado, ao emendar um palavrão. Foi a senha para que o senador Pedro Piva (SP) decidisse pôr um ponto final na polêmica.Depois de tomar todos os votos em suas mãos, Piva não teve dúvidas: rasgou as cédulas.A candidatura de Geraldo Melo surgiu no final da manhã desta quarta, quando o senador foi procurado pelo presidente nacional do partido, José Aníbal (SP), com um apelo para que ele não fugisse da disputa.Aníbal avisou que falara com todos os governadores do partido e que a avaliação era de que Melo tinha o perfil ideal para liderar o partido no Senado.Começou aí uma articulação com os demais senadores ainda na tentativa de construir um consenso para evitar a disputa com Romero Jucá (RR). A saída encontrada foi ofertar a Jucá não só a vice-presidência nacional do PSDB, hoje ocupada por Melo, mas também o cargo de vice-líder do partido no Senado.Depois de costurar o apoio de boa parte da bancada em torno desta solução, o próprio Melo foi a Jucá apresentar a proposta. Jucá, entretanto, argumentou que tem problemas regionais e que a saída seria mal interpretada em Roraima.Ele preferia disputar e perder a aceitar de antemão um prêmio que não seria mais do que um consolo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.