Reunião de transição destaca flexibilização do orçamento de SP

A flexibilização do Orçamento Municipal de 2005, já enviado pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, à Câmara de Vereadores, com o objetivo de contemplar as principais bandeiras do prefeito eleito, José Serra, foi um dos saldos da primeira reunião das equipes de transição da petista Marta Suplicy e do tucano José Serra, na manhã desta sexta-feira."Vamos trocar idéias para adequar o orçamento, para que ele represente as prioridades do novo prefeito em 2005", afirmou Clóvis Carvalho, coordenador da equipe de transição de José Serra. Segundo ele, a flexibilização do orçamento é um entendimento político que está sendo feito e ele diz ter absoluta certeza que tudo será feito dentro do mais alto nível e da forma republicana, que é a de colocar o interesse público em primeiro lugar.Paralelo à primeira reunião da equipe de transição das duas administrações, que durou menos de uma hora, a prefeita Marta Suplicy reuniu em seu gabinete a bancada de vereadores do PT. Entre os assuntos discutidos neste encontro, o principal tema foi o de colaborar com o novo prefeito eleito para adequar o orçamento do ano que vem, de maneira a contemplar as propostas do tucano.Apesar disso, na saída do encontro, o deputado estadual e um dos coordenadores da campanha de Marta, Ítalo Cardoso, disse que a bancada de seu partido atuará no sentido de atender as prioridades de José Serra, mas garantiu que os compromissos sociais de Marta Suplicy serão honrados. O deputado aproveitou para dar uma estocada nos parlamentares tucanos da Câmara que vinham defendendo a redução da margem de remanejamento do orçamento, de 15% para 1%. "Eles estão agora com a bola na mão. Ou melhor, são a bola da vez", disse.PrioridadesA primeira reunião das equipes de transição de Marta e Serra serviu também para os tucanos pedirem formalmente informações sobre os dados da Prefeitura, entre eles o fluxo de caixa e o perfil da estrutura, incluindo o funcionalismo.Segundo Clóvis Carvalho, o fluxo de caixa preocupa porque qualquer administrador, "seja de pequena, grande empresa ou até mesmo de boteco", precisa ter o comando sobre as responsabilidades de pagamento. Apesar disso, ele disse que não poderia fazer qualquer juízo de valor a esse respeito porque não dispõe ainda das informações que necessita.

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