Reunião de líderes sobre reforma tributária termina sem acordo

Oposição reafirma determinação de adiar a votação para março ou abril do próximo ano; governo dará resposta

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

02 de dezembro de 2008 | 12h16

Terminou sem acordo a reunião dos líderes dos partidos de oposição na Câmara com o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), em torno da votação da proposta de reforma tributária. A oposição reafirmou a determinação de adiar a votação para março ou abril do próximo ano. O líder do governo ficou de fazer consultas com outras lideranças e no Executivo para dar uma resposta à oposição, possivelmente ainda nesta terça, para saber se retira o projeto da pauta.   Veja também: Planalto tenta isolar Serra para votar reforma Lula insiste em aprovar projeto em 2008 Veja os principais pontos da reforma tributária Leia a íntegra da proposta que tramita na Câmara  Sem esse acordo, a reunião de líderes da oposição e da base governista com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir a pauta de votações, foi transferida para a tarde. Os líderes da oposição argumentaram que não há possibilidade de discutir nenhuma votação se houver interesse do governo em manter a discussão da reforma tributária este ano.   O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), afirmou que o governo já admite que o texto do relator, deputado Santo Mabel (PR-GO), deve ser melhor trabalhado. "O governo está percebendo que não tem condições de enfrentar a votação agora e vencer", disse Aníbal.O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que enquanto não houver uma definição sobre o adiamento da reforma tributária não tem como discutir a pauta da Câmara até o final do ano. "Tenho confiança de que os líderes do governo vão entender que o melhor para a casa é um acordo", afirmou.   Antes de qualquer votação no plenário, no entanto, os deputados terão de analisar a medida provisória 440, que foi alterada no Senado e está trancando a pauta da Câmara novamente. A medida provisória 440 reestrutura a remuneração de várias carreiras do serviço público, como as auditores da Receita Federal e do Trabalho, e do Banco Central.

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