Reunião da Executiva do PDT decide prestar solidariedade a deputado

Em reunião ontem à noite, integrantes da Executiva Nacional do PDT decidiram prestar solidariedade ao deputado Paulo Pereira da Silva e não aplicar nenhum tipo de advertência. "A posição do partido é de solidariedade ao Paulinho. O PDT não viu elemento de prova que possa incriminá-lo", disse o presidente em exercício da sigla, deputado Vieira da Cunha (RS).O senador Osmar Dias (PR) foi o único a defender o afastamento de Paulinho do partido até o fim das investigações. "Perguntei se não estava disposto a se licenciar do partido e ele disse que não", contou Dias, assim que deixou a reunião. "Paulinho alegou que não iria se afastar do partido porque esse pedido estava sendo feito antes de ele apresentar sua defesa."De manhã, o senador Jefferson Péres (AM) também defendeu o afastamento de Paulinho do PDT. "O melhor é ele se licenciar do partido. Deixaria todos mais à vontade, pois as acusações são graves", afirmou. Apesar disso, Péres preferiu não ir à reunião da Executiva.No encontro, Paulinho alegou inocência e ressaltou que o relatório da PF apenas menciona seu nome. Lembrou ainda que abriu seu sigilo bancário, fiscal e telefônico para o Ministério Público (leia na pág. A6). No final, saiu satisfeito. "Já tive o apoio de todas as centrais sindicais e estou muito satisfeito com o apoio do meu partido."

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