Reunião com PMDB foi 'bom recomeço', diz líder petista

Lideranças do PT e do PMDB na Câmara dos Deputados, Casa apontada como maior foco de tensão entre o Legislativo e o Palácio do Planalto nas últimas semanas, avaliaram como positiva a reunião entre a presidente Dilma Rousseff; o vice-presidente Michel Temer; e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os deputados acreditam que Dilma deu o "pontapé inicial" no processo de recomposição da base governista, principalmente na Câmara. "É uma sinalização positiva para a base aqui no Congresso", opinou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE).

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

04 Junho 2013 | 14h04

O petista definiu o encontro de Dilma com os peemedebistas como "um bom recomeço". "A presidente entende que a relação com o PMDB precisa ser aprimorada. Há de se dialogar, sobretudo com a bancada dos deputados. A relação não pode ser só com os dois presidentes (Renan e Alves)", ponderou.

Embora não tenha participado do encontro, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que já foi apontado pelo governo como "foco da discórdia" na base, negou que o teor da conversa tenha envolvido a relação com o seu partido e sim a manutenção da "relação institucional" entre os poderes. "Existem problemas que têm de ser rebatidos. (A conversa) é a continuidade de um debate que não deveria parar nunca", observou.

Para Cunha, o diálogo "ajuda a distensionar as relações e melhorar a produtividade nas Casas". "Acho que foi uma evolução do debate que aconteceu nas últimas semanas sobre alguns equívocos e formas de evitá-los. Acho que foi promissor", emendou.

Quanto à promessa do governo de reduzir o volume de edição de Medidas Provisórias (MPs), o líder do PMDB mostrou-se cético. "Mandar dez ou mandar oito não muda muita coisa", disse. O líder fez coro aos colegas da Casa e reclamou do rito das MPs no Congresso, que pode sofrer mudanças se for aprovado o projeto de lei do senador José Sarney (PMDB), desengavetado recentemente por Henrique Eduardo Alves. "Tem de votar alguma coisa para resolver isso (demora na apreciação das MPs), a PEC do Sarney ou qualquer coisa que possa tratar do assunto", defendeu.

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