Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Reunião com Alckmin não significa aproximação do MST com PSDB, diz Stédile

Apesar da declaração, líder do movimento se disse surpreendido com a 'receptividade' e 'prudência' do tucano em relação à pauta apresentada pelo movimento

IGOR GADELHA, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2015 | 16h49

São Paulo - O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a reunião dele com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não significa uma aproximação com o PSDB. Segundo ele, as relações do MST com governos municipais, estaduais e federal são sempre de autonomia. Alckmin recebeu os militantes do MST para uma reunião de trabalho.

Apesar da declaração, Stédile se disse surpreendido com a "receptividade" e "prudência" do tucano em relação à pauta apresentada pelo movimento. "Não existe aproximação. As relações do MST seja com governos municipais, estaduais e federal são sempre de autonomia", afirmou em entrevista à imprensa, antes do início do lançamento de documento elaborado pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, com críticas à política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff.

Stédile lembrou que teve audiência com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) "e ninguém se abismou". "E é porque eu pessoalmente apoiei e votei no Tarso Genro (PT) para governador", disse. O líder do MST ressaltou que, em todas as pautas que o movimento depende de negociação com governos, é preciso conversar e ter audiências em busca de soluções.

"O que nos surpreendeu, inclusive, foi que o Alckmin foi muito prudente. Em todos os pontos que colocamos, ele foi muito receptivo", ressaltou. De acordo com Stédile, o chefe do Executivo paulista "deu exemplo do que é, na prática, fazer com que a Constituição (Federal) seja normatizada". Ele se referia a projeto de Lei encaminhado por Alckmin à Assembleia Legislativa normatizando que todos os assentados que receberem terras públicas estaduais pela reforma agrária no Estado tenham obrigatoriamente o título de concessão de uso com direito à herança.

"Foi uma revolução do ponto de vista jurídico", avaliou. Stédile também agradeceu ao governador por ter cedido o parque estadual da Água Branca, na capital paulista, para realização de uma feira nacional de reforma agrária, que será promovida pelo MST de 22 a 25 de outubro.

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