Réu no mensalão, Jefferson agora quer impeachment de Lula

Segundo sua assessoria, o ex-deputado vai pedir processo contra presidente por crime de responsabilidade

SÔNIA FILGUEIRAS, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 21h26

Mesmo incluído no rol de réus no processo do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) quer dar mais dor de cabeça ao governo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo sua assessoria, agora que o caso ganhou corpo de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), Jefferson planeja entrar com uma denúncia pedindo a abertura de processo contra Lula por crime de responsabilidade, o que pode resultar na abertura de um processo de impeachment.   Veja também:      Passo-a-passo do julgamento do mensalão no STF   Veja imagens do quarto dia de julgamento  Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Quem são os 40 do mensalão  Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Íntegra do relatório do ministro Joaquim Barbosa  Íntegra da denúncia do procurador-geral  Veja os 40 acusados no mensalão    Julgamento no STF mostra que "ninguém está acima da lei" Decisão do STF deve ter impacto no governo Na avaliação de Francisco Barbosa, advogado de Jefferson, agora que o ex-ministro José Dirceu responde formalmente a processo por corrupção ativa e formação de quadrilha, estariam preenchidas as condições para pedir a abertura de um processo para investigar a eventual responsabilidade do presidente. "Todos trabalhavam para a obtenção da governabilidade. Nenhum deles trabalhou para si mesmo", justificou Barbosa. "Em tese, se há plausibilidade fática de que integrantes do alto escalão do governo se reuniram em uma quadrilha, há plausibilidade de que o presidente da República tenha incorrido em crime de responsabilidade. Houve uma interferência no funcionamento do Congresso Nacional" disse Barbosa. A denúncia, segundo o advogado, pode ser apresentada por qualquer cidadão e é encaminhada ao presidente da Câmara, que, após uma consulta a sua assessoria jurídica, examina sua admissibilidade. O exame deste tipo de denúncia é rigoroso. A praxe é o arquivamento por falta de base legal.#ET

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