Réu, Jefferson elogia STF e critica procurador-geral

Em blog deputado cassado comenta mensalão. Segundo ele, se livre da acusação poderia fazer mais revelações

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 19h02

esar da insatisfação com o fato de ter se tornado réu, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) elogiou hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) em seu blog. Para o ex-deputado, a Corte agiu democraticamente ao aceitar a denúncia contra todos os acusados pela Procuradoria Geral da República por envolvimento no esquema do mensalão. No entanto, voltou a criticar o procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, por sua inclusão entre os processados. Jefferson sugere que, se tivesse ficado livre da acusação e tomasse o lugar de testemunha, poderia fazer mais revelações sobre o caso.  Veja também:   Passo-a-passo do julgamento do mensalão no STF  Veja imagens do quarto dia de julgamento Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Quem são os 40 do mensalão Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Íntegra do relatório do ministro Joaquim Barbosa Íntegra da denúncia do procurador-geral  Veja os 40 acusados no mensalão   Termina em 'saia justa' julgamento dos 40 do mensalão  "Indicado e reconduzido por Lula ao cargo de procurador-geral, Antonio Fernando denunciou ministros e a cúpula do PT, mas incluiu meu nome, obrigando-me ao silêncio - a testemunha tem o dever de falar; o réu, o de calar", escreveu Jefferson hoje na sua página da internet. Para o ex-deputado, se tivesse ficado de fora do processo no STF, ele se tornaria uma ameaça como "uma voz forte demais a gritar contra esse governo podre do PT".Jefferson, que será processado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, afirmou que Souza, a quem chamou pejorativamente na semana passada de "papa-hóstia", "deu uma no cravo e outra na ferradura". O petebista comparou a decisão do procurador-geral de denunciá-lo ao empenho que atribuiu ao ex-deputado e atual vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB-SP), no seu processo de cassação em 2005. Para Jefferson, Goldman queria evitar que ele se fortalecesse politicamente como o denunciante do mensalão. Procurado, o ex-deputado não foi encontrado hoje no seu escritório e não retornou os telefonemas.

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